Saberes

Caderno Saberes
um abraço com a cultura.
Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro.

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Ano 01 - Número 08 - Dezembro de 2017
OS TRAPALHÕES

Durante 18 anos o quarteto animou as noites de domingo na TV Globo. Cada um desenvolveu um personagem distinto e faziam sucesso na TV e no cinema desde meados de 1960. O programa era formulado por várias cenas de alguns minutos, em que tomavam parte situações cômicas dos protagonistas, às vezes com um deles, dois, três e mesmo com os quatro Trapalhões. Os assuntos das cenas eram, por exemplo, os Trapalhões se opondo a inimigos ou a si mesmos em disputas (nas qual Didi e qualquer um dos três Trapalhões que estivessem do lado dele saíam vitoriosos em quase todas às vezes), eles pregando peças em outras pessoas e até em si mesmos e os quatro unindo forças para chegar a um objetivo comum. Houve também, ao longo dos anos do programa, várias paródias de super-heróis tradicionais, como Super-Homem (frequentemente interpretado por Didi por causa de seu papel de líder), Batman (este mais interpretado por Dedé, devido ao seu papel de segundo em comando e também devido ao fato de existirem interpretações homossexuais sobre o personagem Batman e também sobre o personagem Dedé), Homem-Aranha, Fantasma, Hulk, etc. Também houve, ao longo dos anos do programa, os Trapalhões mencionando a campanha em favor dos deficientes físicos e a favor do menor carente. O exemplo é a campanha Criança Esperança, que começou em 1985 como SOS Nordeste e depois em 1986, foi rebatizado num programa comemorativo dos 20 anos dos Trapalhões.
No total Os Trapalhões tem 41 filmes entre 1965 e 1999.

•Renato Aragão (Didi) está presente em 40 filmes.
•Dedé Santana (Dedé) está presente em 37 filmes.
•Mussum está presente em 27 filmes.
•Zacarias está presente em 23 filmes.

O primeiro filme d'Os Trapalhões foi realizado em 1966 e contava apenas com a dupla Didi e Dedé. Com a formação clássica (que contava ainda com Mussum e Zacarias) foram realizados vinte e três filmes, entre 1978 e 1990. Mais de cento e vinte milhões de pessoas já assistiram a filmes d'Os Trapalhões, sendo que sete filmes estão na lista dos dez mais vistos na história do cinema brasileiro.
São eles:

•4.º lugar – O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão de 1977, com 5,8 milhões de espectadores.
•5.º lugar – Os Saltimbancos Trapalhões de 1981, com 5 milhões
•6.º lugar – Os Trapalhões na Guerra dos Planetas de 1978, com 5 milhões
•7.º lugar – O Cinderelo Trapalhão de 1979, com 4,7 milhões
•8.º lugar – Os Trapalhões na Serra Pelada de 1982, com 4,7 milhões
•9.º lugar – O Casamento dos Trapalhões de 1988, com 4,5 milhões
•10.º lugar – Os Vagabundos Trapalhões de 1982, com 4,4 milhões
 
Dedé Santana – Manfried Sant’anna

Ator, apresentador, diretor, dublador, humorista, roteirista. Nasceu em Niteroí, em 29/04/1936. Fora da TV desde 2015,  Aos 80 anos, não tem planos de regressar a TV e encontra-se falido e confessa que não soube administrar a sua fortuna. Estreou na TV em 1966 na extinta Excelsior e se consagrou no programa Os Trapalhões. Tem mais de 50 anos de carreira.

Zacarias – Mauro Faccio Gonçalves

Ator, comediante, humorista, cantor e locutor. Conhecido como Zacarias, ganhou reconhecimento do seu trabalho como um d’Os Trapalhões. Em 1970 o ator ganhou o prêmio de ator revelação com a peça: A Dona do Camarote. Estando dentro dos Trapalhões teve o personagem mais caricato do grupo por seus dentes saltados, sua risada incofundível e pelo constante assédio a sua peruca. Nascimento: 18/01/1934 em Sete Lagoas – MG e falecimento em 18/03/1990 no Rio de Janeiro-RJ.

Mussum - Antonio Carlos Bernades Gomes

Músico, humorista, ator. Na música fez sucesso no grupo Os Originais do Samba e como humorista fez sucesso como integrante d’Os Trapalhões. Um bem-humorado carioca negro que tinha orgulho de dizer que era natural do Morro da Mangueira, uma favela do Rio de Janeiro. Possuía um linguajar bastante peculiar, sempre empregando o "is" no final de quase todas as palavras, criando assim os bordões "cacildis" e "forévis". Sua maior paixão é a cachaça, a qual ele chama de "mé" (ou "mel"). Devido ao fato de ser negro, era sempre alvo de piadas e apelidos, como ser chamado ironicamente de Maizena por Didi, ou mesmo "azulão", "Mumu da Mangueira" ou "cromado". Nascimento: 07/04/1941 – Rio de Janeiro/RJ e falecimento em 29/07/1994 – São Paulo/SP.

Didi Mocó - Antônio Renato Aragão

Ator, diretor, advogado, cineasta, produtor, comediante, dublador, humorista, escritor, apresentador e cantor, famoso por liderar a série televisiva Os Trapalhões, nas décadas de 1970 e 1980. É também conhecido como Didi Mocó, ou apenas Didi, seu principal personagem. Didi Mocó é o personagem de maior sucesso interpretado por Renato Aragão. O personagem é tão famoso que Renato Aragão é mais conhecido pelo nome Didi do que pelo seu próprio nome. O nome completo do personagem é Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo (ou "Didi Mocó Sonrisépio Colesterol Novalgino Mufumbo" e por vezes, Didi ao mencionar seu nome completo, alertava que o nome Mufumbbo se escrevia "com dois bês" e o nome Mocó, com dois acentos no "o"). Renato conta que o nome Didi Mocó foi criado de improviso em um programa de auditório Didi foi interpretado por Renato Aragão não só apenas no programa televisivo da TV Globo, Os Trapalhões, onde foi o líder do quarteto e um dos Trapalhões mais engraçados, mas também em vários filmes do grupo, nos programas A Turma do Didi (posteriormente nomeado Aventuras do Didi), Acampamento de Férias, Criança Esperança e nos programas Especiais da Rede Globo.

Fonte:
www.globo.com, www.wikipedia.com, www.noticiasdatv.uol.com.br

Mussum
Dedé Santana
Zacarias
Didi Mocó
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Ano 01 - Número 07 - Novembro de 2017
Zumbi dos Palmares
Zumbi dos Palmares foi o último dos líderes do Quilombo dos Palmares e também o de maior relevância histórica, por que não admitia a dominação dos brancos sobre os negros e, portanto, tornou-se o maior símbolo pela liberdade dos negros da história brasileira.
Era sobrinho do líder Ganga Zumba, o qual, por sua vez, era filho da princesa Aqualtune dos Jagas (ou imbangalas), um povo de tradições militares com ótimos guerreiros.
Zumbi nasceu na então Capitania de Pernambuco, na Serra da Barriga, região hoje pertencente ao município de União dos Palmares, no estado de Alagoas.
O Quilombo dos Palmares, localizado na Capitania de Pernambuco, atual região de União dos Palmares, Alagoas, era uma comunidade, um reino formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de Portugal. Naquele momento sua população alcançava por volta de trinta mil pessoas.
Zumbi nasceu na Serra da Barriga, Capitania de Pernambuco, atual União dos Palmares, Alagoas, livre, no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um padre quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado 'Francisco', Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa.
Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco, cansado do longo conflito com o Quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa; a proposta foi aceita pelo líder, mas Zumbi rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi tornou-se o novo líder do quilombo de Palmares.
Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar a invasão do quilombo. Em 6 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares foi destruída e Zumbi ferido. Apesar de ter sobrevivido, foi traído por António Soares, e surpreendido pelo capitão Furtado de Mendonça em seu reduto (talvez a Serra Dois Irmãos). Apunhalado, resiste, mas é morto por vinte guerreiros quase dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695. Teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo de Castro. Em Recife, foi exposta a cabeça em praça pública no Pátio do Carmo, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi.
Em 1995, a data de sua morte foi adotada como o dia da Consciência Negra. Atualmente, o dia 20 de novembro é celebrado como Dia da Consciência Negra. O dia tem um significado especial para os negros brasileiros que reverenciam Zumbi como o herói que lutou pela liberdade e como um símbolo de liberdade. A data também consta do calendário de santos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Mas ZUMBI DOS PALMARES, provou sua imortalidade, pois ainda é estudado e homenageado e vive na memória e no coração de todos negros brasileiros e também daqueles não negros, mas que compreendem a brutalidade foi a escravidão e não tem o ódio racial em seu coração.
Morto em 1695, jovem aos 40 anos, encontra-se vivo após 322 anos de sua morte, ele está em todos aqueles que lutam pela igualdade racial no brasil, e somos muitos!

Nascimento: Brasil, Serra da Barriga, 1655
Desencarne: Brasil, Serra Dois Irmãos, 20 de novembro de 169

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Ano 01 - Número 06 - Outubro de 2017
"Há os que lutam para aprender e reter conhecimentos, e os que aprendem e não medem esforços para ensinar. Não se trata apenas de amar o que faz, mas ter o sagrado dom de amor ao próximo. Hoje e todos os dias é tempo de aprender e de homenagear a quem ensina. Parabéns professores."
Cássio Magalhães
"Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro."
D. Pedro II
15 de outubro Dia do Professor

Se hoje eu conseguimos escrever e ler, devemos isso aos nossos professores.
Creio que o ato de transferir conhecimento seja uma das mais belas profissões que podemos exercer. Um professor tem a missão de educar mas, mais do que isso, eles transformam vidas, acreditam e vivem sonhos que não lhes pertencem e com maestria nos conduzem a grande viagem rumo ao conhecimento.
Professores amigos e dedicados fazem alunos se tornarem cada dia mais curioso e os ajudam a abrirem as portas em caminho da luz.
Um educador é um ser inquieto, que vive em movimento na busca do saber, para depois simplesmente transferi-lo aos estudantes, e sentem enorme satisfação ao vê-los absorvendo o que está sendo transmitido.
Mas, infelizmente por razões outras que nem vou mencionar, vivemos num país que não valoriza os professores e nem estimula a cultura!
Mas ao contrário do Brasil, alguns países reconhecem o valor dos professores e da educação, só citarei alguns: Suíça, Alemanha, Holanda, Dinamarca, Austrália, Bélgica, Japão...  Esses países exigem muito dos seus professores, mas os tratam com respeito e dignidade a altura do cargo que ocupam e o nível de alfabetismo e quase zero, sem falar que esses países se encontram entre os mais desenvolvidos do mundo. E isso não é mera coincidência!
O Brasil precisa ensinar aos estudantes a carregarem o respeito e a cortesia aos mestres dentro do coração e seguirem com animo os ensinamentos por eles transmitidos.
Um país que não reconhece o professor como alguém essencial, consequentemente tem alto nível de alfabetização e os seus jovens não respeitam os mais velhos, não respeitam a sociedade e não respeitam nem a si mesmo. Em sua maioria não tem noção de valores humanos.
A falta de respeito anda de mãos dadas com a falta de educação e tudo isso fica evidente ao assistirmos os noticiários e ao constatarmos o que eles ouvem atualmente. Você parou para prestar atenção nas letras das músicas dos ídolos da atualidade? Faça uma breve comparação com o que ouvíamos a 10, 20 anos atrás. Digo isso porque música e a arte que exprime a realidade de um povo durante um certo período.
Triste de ver uma nação tão bonita não ser valorizada e pior ainda é ver que nossos governantes não se importam com que está acontecendo. Vamos pensar um pouco, primeiro não respeitar o professor, depois a educação entra em queda. Quem vai tomar conta desse país num futuro breve? Como viveremos? Será que estamos sendo preparados para a servidão?
Só posso concluir que ser professor, mestre, educador, mentor, orientador, pedagogo, instrutor ou seja qual nome você der (menos tia, por razões óbvias) é exercer a primeira profissão que deveria ter todo nosso respeito, pois é dela nosso início e nela está nosso alicerce e só através dela poderemos garantir o futuro das gerações.
Valorizemos os PROFESSORES para que possamos ter uma nação pensante que respeitará o próximo e a si próprio.
Só através da educação quebraremos as algemas da ignorância.
Esse é uma singela homenagem a todos os professores do Brasil.
Deixo um abraço a todos educadores que me deram aula e muito me ensinaram, obrigado pela paciência! Ok! Eu sei que não foi uma tarefa muito fácil, kkkk...
Agora peço licença para homenagear minha primeira professora que em 1972 no Grupo Escolar Tuparoquera (São Paulo, Santo Amaro, Jardim das Flores), me ensinava a pegar no lápis. Seu nome: Rosa! Jamais esquecerei como era amorosa com alunos, compreendia coisas que só muitos anos depois viria entender. Por exemplo, que ela se sentava e enxugava as lágrimas de meus colegas...
Alta, esbelta d. Rosa sempre com um coque era a elegância pura. Talvez a senhora já esteja no plano espiritual.... Mas onde quer esteja, sinta toda meu amor e minha gratidão e muito obrigada por ter me aberto a porta da luz e ter permito que eu chegasse onde cheguei.
Gratíssima PROFESSORA Rosa!

Tania Formaggio Cofero
Pedagoga. Minha professora dona Nilza de Lima. Foi com ela que conheci as primeiras letras. Professor, prepara aula, corrige prova, cuida de 30 a 35 crianças e muitas vezes nem é reconhecido e com um salário muito inferior do que deveriam receber. Na minha época chamávamos os professores de senhor ou senhora, tínhamos respeito. Hoje infelizmente são agredidos física e verbalmente. Deixo aqui toda a minha admiração para essa pessoa chamada PROFESSOR.

Elcio Teixeira
Que Deus ilumine sempre os nossos mestres, para que possam elevar a nossa gente, a patamares mais alto da cultura e sabedoria. Grande abraço à todos professores ! ❤                       
Prof. "Diva" minha homenagem, por ter-me ensinado as primeiras letras do ( A B C) . Onde quer que esteja...meu grande abraço!

Rodrigo Lamore
Músico
Professora Dolores, foi minha primeira professora, do pré escolar até a primeira série do ensino fundamental. Por ter sido a primeira ficou mais marcado em mim. Ela tinha um método de ensino que considero salutar para minha formação escolar. Porém tive muitos outros ótimos professores ao longo da minha vida que também merecem o meu total respeito e gratidão. 

Ano 01 - Número 05 - Setembro de 2017

CINEMA NACIONAL

Desprezado, durante décadas, dentro da sua própria casa o Cinema Nacional, vem ganhando fôlego. Mas ainda há quem diga que não gosta filme brasileiro. Puro preconceito e falta de conhecimento!
Talvez você nunca tenha assistido a um filme nacional, apenas tenha deixado a TV ligada enquanto viajava nos seus pensamentos ou você ainda pensa que filme nacional é só sexo e futilidades? Engano! Você precisa sentar e entrar na história como faz com os filmes importados.
Somos tão bons na Sétima Arte como qualquer outro país do mundo. Nossos filmes têm excelentes atores, diretores, história, fotografia, trilha sonora e garantem boa diversão. E para concluir esse pensamento, não desprezo e nem dispenso a pornochanchada, porque faz parte da história cinematográfica brasileira e de toda repressão que a cultura sofreu e ainda sofre. E preciso olhar a nossa cultura com mais carinho, atenção e principalmente entender o tempo em que cada produção foi feita, só assim vamos entender e respeitar o cinema no Brasil.
Quantos filmes nacionais você assistiu antes de criticar ou dizer que não gosta?

  Um pouco de História

Em 8 de julho de 1986, por iniciativa de Henri Paillie, acontece a primeira exibição de cinema no Brasil. No Rio de Janeiro, na rua do Ouvidor, numa sala alugada do Jornal do Commercio. Nesse dia foram projetados 8 curtas de cerca de 1min cada, havia pausa entre um filme e outro e eles apenas continham cenas do cotidiano de cidades da Europa. Os ingressos foram muito caros, excluindo assim a classe trabalhadora dessa apresentação que teve só a elite como plateia.
Os primeiros filmes brasileiros foram rodados entre 1897-1898. “Vista da Baia de Guanabara”, teria sido filmado pelo cineasta italiano Affonso Segretto, em 19 de junho de 1898. Nunca fora exibido e há dúvidas sobre a real existência dele, mesmo assim, desde de 1970 19 de junho é considerado o dia do cinema brasileiro.
Atualmente, pesquisadores consideram que os primeiros filmes realizados no Brasil são:
•    Ancoradouro de Pescadores na Baía de Guanabara
•    Chegada do Trem em Petrópolis
•    Bailado de Crianças no Colégio, no Andaraí
•    Uma Artista Trabalhando no Trapézio do Politeama.

Perdidos no Tempo

Os primeiros filmes "posados" (isto é, de ficção) feitos no Brasil eram em geral realizados por pequenos proprietários de salas de cinema do Rio e São Paulo, sendo frequentemente reconstituições de crimes já explorados pela imprensa: o média "Os Estranguladores", de Francisco Marzullo (1906), o primeiro sucesso, com mais de 800 exibições no Rio; "O Crime da mala", de Francisco Serrador (São Paulo, 1908) e "Noivado de Sangue", de Antonnio Leal (Rio, 1909). Mas há também comédias, como o curta "Nhô Anastácio chegou de viagem", de Marc Ferrez (1908).
Em 1909 surgem os filmes "cantados", com os atores dublando-se ao vivo, por trás da tela. O sucesso do sistema resulta na filmagem de revistas musicais ("Paz e amor", 1910, com sátira ao presidente Nilo Peçanha) e trechos de óperas ("O Guarany", 1911). Há forte concorrência entre as produções do Cinematógrafo Rio Branco (de Alberto Moreira) e da Rede Serrador, que se instala no Rio e produz o drama histórico "A República portuguesa" (1911), outro sucesso. Hoje não existem sequer fragmentos desses filmes.
Wikipedia.
Pornochanchada
Pornochanchada foi um gênero do cinema brasileiro. O termo, fruto das Palavras porno com chanchada, serviu para classificar um tipo de filme que começou a ser produzido na passagem para a década de 1970, que, por uma confluência de fatores econômicos e culturais, em especial com a liberação dos costumes, produziu uma nova tendência no campo cinematográfico no questionamento dos costumes e na exploração do erotismo Produto cultural tipicamente do Brasil, a pornochanchada gozou de muito sucesso comercial no país ao longo da década de 1970, não obstante o baixo custo de suas produções, realizadas principalmente na Boca do Lixo.
O gênero foi bastante influenciado pelas comédias populares italianas, em especial as de teor erótico, pela releitura da tradição carioca da comédia popular urbana e pelo erotismo insinuante dos filmes paulistas do final da década de 1960. Embora tenha sido um rótulo utilizado indiscriminadamente, seja para obras mal-acabadas ou elaboradas, a pornochanchada teve como característica marcante o desenvolvimento de roteiros com ênfase em situações eróticas, malícia e piadas e a prioridade na exibição anatômica feminina, uma fórmula cinematográfica que conquistou rapidamente amplas parcelas do mercado brasileiro Combinando títulos com duplo sentido, as tramas normalmente se serviram de temas como a virgindade, a conquista amorosa e o adultério, entre outros.
Para muitos de seus críticos, as pornochanchadas eram apelativas, grosseiras e vulgares, e se beneficiou do grande controle à produção cultural e à informação durante a ditadura militar brasileira. Setores mais conservadores e moralistas da sociedade chegaram a organizar campanhas contra a exibição dos filmes e centenas destes receberam cortes dos censores federais. Outros defenderam o fato do gênero ter liderado uma fase mercadológica marcante para cinema brasileiro entre meados da década de 1970. Um filme notório do gênero é A Dama do Lotação (1978), que é a quarta maior bilheteria da história do cinema brasileiro, com 6.5 milhões de espectadores. Este gênero (junto com drama erótico) é responsável pela frase "cinema nacional é só putaria".
O desaparecimento da pornochanchada veio no início da década seguinte, tanto por seu esgotamento temático quanto ao sucumbir pela ascensão da pornografia hardcore, que colocou fim aos mais ou menos de 15 anos de existência do gênero popular genuinamente brasileiro.

Crise no Mercado Interno

Nos anos 80, tem a chegada do vídeo cassete e uma abundância de lojas para locação de filmes. O cinema teria de se reinventar para competir e atrair público. Para o cinema nacional ficou mais difícil ainda. Produtores sem dinheiro e expectadores em interesse. Mesmo com grande dificuldade, na década de 80, existem 2 filmes que merecem ser mencionados, pois conseguiram se destacar.
•    "Jango"(1984), de Sílvio Tendler
•     "Cabra marcado para morrer" (1984), de Eduardo Coutinho.
Mas o presidente Fernando Collor no poder, resolve agravar a crise cinematográfica brasileira e além das privatizações, extingue o Ministério da Cultura, e acaba com a Embrafilme, o Concine e a Fundação do Cinema Brasileiro. Ai o que já não era bom, fica pior ainda.

Retomada

Em 1995 o cinema brasileiro começa a sair da crise com a produção do filme “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil” (1994) de Carla Camurati, o primeiro realizado pela Lei do Audiovisual.
Nessa década, merecem destaque as produções “O Quatrilho” (1995), de Fábio Barreto; “O Que é Isso Companheiro?”, de Bruno Barreto, “Central do Brasil” (1998).
No começo do século XXI, o cinema brasileiro adquire novamente sucesso no cenário mundial, com diversos filmes indicados para festivais e Oscar. Por exemplo, “Cidade de Deus” (2002) de Fernando Meirelles; “Carandiru” (2003) de Hector Babenco; “Tropa de Elite” (2007) de José Padilha; e “Enquanto a Noite Não Chega” (2009), de Beto Souza e Renato Falcão.
Atualmente o cinema nacional tem vários filmes de grande destaque. Citaremos apenas alguns, como exemplo.
•    Tropa de Elite
•    Nosso lar
•    Quincas berro d’água
•    Elis
•    Antes que o mundo acabe
•    Minha mãe é uma peça
•    Faroeste Caboclo
•    Serra Pelada
•    Meu pé de laranja lima
•    A Luneta do tempo
•    Mundo cão
•    Aquarius
Existe muitos, muitos outros filmes brasileiros com belíssimas histórias, fotografia e com excelentes atores e atrizes. Esqueça o preconceito e assista filme brasileiro. Com certeza haverá mais de um que lhe agradará. Já passou da hora de valorizarmos o que é nosso.

Fonte de pesquisa:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cinema_do_Brasil
SET – Guia Especial (95/96)
https://www.todamateria.com.br
Ano 01 - Número 04 - Agosto de 2017
História do Samba-Rock

Samba-rock é um tipo de dança alegre que possa ser ou não sensual e que surgiu da mistura do rock and roll com o samba de gafieira e o maxixe. Isso no final da década de 60 e começo da década de 70.
Passou por vários nomes: Sambalanço; Swing; Rock Samba e finalmente Samba Rock que é o nome que conhecemos hoje; isto porquê o lançamento da do primeiro LP (isso mesmo LP como era chamado na época que ainda não existiam CD), continha músicas que eram tocadas nos bailes de samba-rock e que foram regravadas especialmente para esses bailes que aconteciam nas periferias de São Paulo e Rio de Janeiro.
A primeira coletânea lançada em 1978 e que se chamava “SAMBA ROCK O SOM DOS BLACKS”, deu início a uma nova era para o samba rock, as músicas passaram a ser regravadas e ficou mais acessível o acesso a músicas que outrora eram fora de catálogo. Naquela época não existiam as facilidades de hoje para se obter músicas, só mesmo comprando os LPs.
O samba rock era uma forma de dança dos bailes negros da periferia de São Paulo desde dos anos 60, que tinha uma mistura de maxixe e os giros do rock dos anos 50, o que acabou por definir também uma nova maneira de se fazer música, um novo gênero musical.
Impossível falar de samba rock ou qualquer outro estilo musical e não falar de história geral e nesse caso também do preconceito racial que infelizmente ainda existe no mundo e é sim muito forte no Brasil. O preconceito racial ainda muda a cara de muitos cenários brasileiros, infelizmente!
No final dos anos 50, com o crescimento da influência cultural americana no pós-guerra, por conta de uma circulação global de mercadorias culturais, e com o maior acesso a aparelhos eletroeletrônicos como vitrolas, rádios, televisores e a bens culturais como os discos de vinil,  houve um maior contato com a musicalidade estrangeiras, é nesse contexto em que a produção de música popular no Brasil começa adquirir referências culturais globais com mais intensidade como estratégia de marketing e como reflexo de grandes trocas culturais.
Artistas populares como Jackson do Pandeiro, paraibano de origem e sucesso na época de ouro do rádio grava o samba rock “Chiclete com Banana”, em 1959 que era uma crítica à invasão americana a musica brasileira.
Na década de 50, os melhores salões de baile espalhavam-se pelo centro da zona sul paulista. Animados por grandes orquestras famosas, mas o alto preço dos ingressos e o preconceito racial vetava o acesso do público negro a esses bailes. Nesta época, já existiam os equipamentos de som Hi-Fi, e o preço dos discos também se tornava um pouco mais acessível. Frustrado como tantos outros por não poder frequentar os grandes salões, em 1959, Osvaldo Pereira, técnico eletrônico e vendedor de discos, construiu um sistema de som com pouco mais de cem watts de potência e decidiu organizar e sustentar um baile em um salão chique da cidade, mas sem orquestra. Assim criou a ORQUESTRA INVISÍVEL LET’S DANCE, e Osvaldo Pereira se tornou o primeiro DJ do Brasil de quem se tem registro, tocava vários estilos musicais nos bailes e o samba rock era um deles.
Com o passar do tempo, aos poucos as orquestras invisíveis foram sendo substituídas pelos embriões das primeiras equipes de som que seriam as organizadoras dos grandes bailes Black nos anos 70, responsáveis pela difusão e pelo sucesso da Black Music no Brasil. O samba rock e soul music “made in Brasil” tornou-se uma febre não só nas periferias como também no mercado musical de São Paulo e Rio de Janeiro. Artistas como Jorge Bem e Tim Maia passam a ganhar mais espaço e valorização dentro da cultura negra.
Com um público cada vez maior e com a profissionalização das festas em meados dos anos 70, surgem as grandes equipes de baile como Zimbabwe e Chic Show em São Paulo, no Rio de Janeiro surgiram a Sou Grand Prix, Cash Box e a Furacão 2000. Os bailes Black foram responsáveis pela aplicação direta dos ideais do Black Power na vida cotidiana de milhares jovens negros das cidades brasileiras.  Era a representação de toda uma cultura musical negra paralela que não chegava a grande mídia, e que passou, a partir daquele momento, a infiltrar-se no gosto do público consumidor brasileiro.
A mobilização em torno da conscientização racial camuflada de diversão acabou por configurar um movimento, atraindo os holofotes da mídia. A imprensa, percebendo o efervescente movimento que mobilizava milhares de jovens pobres e negros, batizou o fenômeno de Black Rio. As festas no subúrbio e na zona sul foram responsáveis pelo enorme índice de venda de discos black, superando, inclusive, o rock dos Rolling Stones ou do Led Zeppelin (BAHIANA,1979). Os frequentadores destas festas eram vistos como um enorme mercado em potencial. Inicialmente foram lançadas coletâneas com os principais sucessos dos bailes (muitas delas eram assinadas pelas equipes de som e pelos DJs de maior prestígio) e novos artistas nacionais que cantavam soul music começaram a surgir, como a Banda Black Rio, criada por encomenda pela gravadora WEA em 77, que aprofundou as experimentações sonoras em torno de um som instrumental que mesclava o samba ao funk
 americano.
A disco music, também importada dos Estados Unidos e feita para as pistas dos clubs, encontrou solo frutífero no Brasil. Mesclando ingredientes do soul e do rock, a disco abriu caminho para o sucesso do gênero e para a febre da discoteca, que se espalhou por todo o mundo. A diva disco brasileira foi a paulistana Lady Zu (Zuleide Santos da Silva), que estourou com a música “A Noite Vai Chegar” (Philips), em 1977, vendendo milhares de cópias. Sofrendo inúmeras críticas, o movimento black foi arrefecendo. Em meio à ditadura brasileira, com seu projeto de integração nacional, o discurso oficial não podia conceber a ideia de um negro brasileiro com identidade cultural e questões sociais próprias. A repressão implementada pelo regime militar vigente no país, que via nos grandes bailes de negros da periferia uma possibilidade de subversão, o boom da discoteca e a afirmação dos grandes nomes da MPB como supostamente autênticos representantes da cultura popular transformaram o mercado musical brasileiro, ocupando o espaço na indústria fonográfica antes destinado ao soul e ao samba-rock, e contribuindo para o declínio do movimento musical black brasileiro no começo dos anos 80.
Apesar de ficar fora da mídia na década de 80 e 90 o samba rock nunca morreu e estava presente nos bailes nas periferias de São Paulo e Rio de Janeiro tocando velhas musicas que apareciam aqui ou ali em coletâneas piratas vendidas em lojas do centro da cidade de São Paulo.
Hoje em dia quem vai a redutos boêmios como Vila Madalena pode ouvir e dançar ao som de samba rock.

Fonte de pesquisa:
WWW.wikipedia.org
WWW.culturaemusica.com

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ANO 01 - NÚMERO 03 - JULHO DE 2017
A Importância do Brincar
Quando uma criança brinca em grupo, ela está desenvolvendo sentimentos importantes na sociedade adulta como: cooperação, competição e liderança.
Muitos pais ainda não sabem a importância que tem o brincar e que este é um momento de preparação para a vida adulta.
Nas férias deixe que seus filhos aproveitem o tempo para brincar, correr, pular e não se preocupe com a organização excessiva e/ou com a roupa limpa, agora é hora de correr na terra, pôr os pés no chão e conhecer coisa e pessoas novas.
E nas brincadeiras que trabalhamos nossas limitações, aprendemos a nos socializar e fazemos exercícios físicos e também nessa fase da vida as crianças exploram a imaginação, criando um faz de conta para entender a realidade que a cerca no momento.
Poeticamente falando crianças são anjos sobre a terra, mas numa visão mais global vemos pequenos seres em desenvolvimento que fazem parte da sociedade e estão aprendendo a se encaixar dentro da nossa pluralidade cultural.
Apesar da família estar passando por grande reformulação conceitual ela ainda é a base e a segurança para as crianças, daí a importância de brincar e de manter esse elo entre família, criança e o brincar.
Por meio das brincadeiras as crianças vivem suas fantasias, emita os adultos e vai adquirindo experiências para enfrentar a fase adulta da vida.
A Lei Federal nº 8069/90, mostra que toda criança tem o direito de brincar, mostra também que “Todas as crianças têm direito: à vida e à saúde, à liberdade, ao Respeito e à Dignidade, à convivência familiar e comunitária, à educação, à cultura e ao lazer, à proteção ao trabalho..."
O brincar também ajuda na construção do conhecimento, pois o brinquedo apresenta uma função social, uma vez que permite o processo de apreensão, análise, síntese, expressão e comunicação da criança sobre si mesma e o mundo que a rodeia, criando um sentimento e uma identidade pessoal e social, de pertencer e interagir em uma determinada realidade, evoluindo progressivamente do egocentrismo à socialização.
"A criança que brinca vai ser mais esperta, mais interessada e terá mais facilidade de aprender - tudo isso de forma natural", diz Ruth Elisabeth de Martin, pedagoga e educadora do Labrimp (Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos da Universidade de São Paulo).
 "Para a criança, brincar é um processo permanente de descoberta. É um investimento", explica Tião Rocha, antropólogo, educador popular e folclorista, fundador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, em Minas Gerais.


Fonte:
http://delas.ig.com.br
www.brasilescola.uol.com.br
http://www.pucpr.br


Amor, respeito e família, que juntos brincam e aprendem. Para todos um momento especial de socialização.

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ANO 01 - NÚMERO 02 - JUNHO 2017

“Vai para trono ou não vai?”

Chacrinha foi figura única no meio artístico, desinibido e bem disposto, possuía um sentido de humor irreverente. Antecedeu muitos programas que se vê hoje na televisão brasileira. Escrever sobre Chacrinha e voltar, com grande alegria, para minha juventude e lembrar dos tempos que a família ser reunia na sala para ver tevê.
O apelido carinhoso surgiu em 1943, quando lançou na Rádio Fluminense um programa de músicas de Carnaval chamado Rei Momo na Chacrinha, que fez muito sucesso. Passou então a ser conhecido como Abelardo "Chacrinha" Barbosa. Nos anos 1950 comandaria o programa Cassino do Chacrinha, no qual lançou vários sucessos da música brasileira como Estúpido Cupido, de Celly Campello, e Coração de Luto, do artista gaúcho Teixeirinha. E, no Cassino do Chacrinha, ele fingia, com sons e ruídos, que lá aconteciam enormes festas e lançamentos.
Em 1956 estreou na televisão com o programa Rancho Alegre, na TV Tupi, na qual começou a fazer também a Discoteca do Chacrinha. Em seguida foi para a TV Rio e, em 1967, foi contratado pela Rede Globo. Chegou a fazer dois programas semanais: Buzina do Chacrinha (no qual apresentava calouros, distribuía abacaxis e perguntava "-Vai para o trono, ou não vai?") e Discoteca do Chacrinha. Cinco anos depois voltou para a Tupi. Em 1978 transferiu-se para a TV Bandeirantes e, em 1982, retornou à Globo, onde ocorreu a fusão de seus dois programas num só, o Cassino do Chacrinha, que fez grande sucesso nas tardes de sábado.
Desde os anos 70 era chamado de Velho Guerreiro, conforme homenagem feita a ele por Gilberto Gil que assim se referiu a Chacrinha numa conhecida letra de canção que compôs chamada "Aquele Abraço".
Alcançou grande popularidade com os seus programas de calouros, nos quais apresentava-se com roupas engraçadas e espalhafatosas, acionando uma buzina de mão para desclassificar os calouros e empregando um humor debochado, utilizando bordões e expressões que se tornariam populares, como "Teresinha!", "Vocês querem bacalhau?”, “Eu vim para confundir, não para explicar!”, "Quem não se comunica, se trumbica!". “Vai para o trono, ou não vai?”, "Na televisão nada se cria, tudo se copia".
Em seus programas de televisão, foram revelados para o país inteiro nomes como Roberto Carlos, Paulo Sérgio, Raul Seixas, Fundo de Quintal, Genival Lacerda, Gilliard, Gretchen, Guilherme Arantes, Jane Duboc, Jane e Herondy, José Augusto, Jovelina Pérola Negra, Katia, Kleiton e Kledir, Leo Jaime, Lobão, Luiz Caldas, Lulu Santos, Marcio Greik, Marina Lima, Ney Matogrosso, Nilo Rezende, muitos outros...
Em Outubro de 1987 recebeu título de "doutor honoris causa" da Faculdade da Cidade, no Rio.
Seu aniversário de 70 anos foi comemorado em setembro de 1987 com um jantar oferecido em sua homenagem pelo então Presidente da República, José Sarney.
Durante o ano de 1988, já doente, foi substituído em alguns programas por Paulo Silvino. Ao voltar à cena, no mês de junho, comandou a atração com João Kléber, até que pudesse se sentir forte novamente.
José Abelardo Barbosa de Medeiros faleceu no dia 30 de junho de 1988 às 23h30 de infarto do miocárdio e insuficiência respiratória (tinha câncer no pulmão) aos 70 anos.
O último programa do saudoso Cassino do Chacrinha foi ao ar em 2 de julho de 1988.

Ler e viajar sem sair do lugar e conhecer um mundo novo com pessoas diferentes a cada livro.
Leia e incentive as crianças a lerem cada vez mais.
Boa leitura!

  'Melancia' é um romance sobre a arte de manter o bom humor mesmo nos momentos mais adversos. Com 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar um caso de mais de seis meses com a vizinha também casada, Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e os efeitos colaterais de gravidez, como, digamos, um canal de nascimento dez vezes maior que seu tamanho normal! Nada tendo em vista que a anime, Claire volta a morar com sua excêntrica família: duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; a mãe viciada em telenovelas e com fobia de cozinha; e o pai, à beira de um ataque de nervos. Após passar alguns dias em depressão, bebendo e chorando, Claire decide avaliar os prós e os contras de um casamento de três anos. É justamente nessa hora que James, seu ex-marido, reaparece. Claire irá recebê-lo, mas lhe reservará uma bela surpresa.
 O Matuto
Um matuto que não sabia ler nem escrever, herdeiro de enorme fortuna, parecia presa fácil para o advogado que pensava em ludibriá-lo e para o tio que, julgando-o morto, pretendia ficar com a herança. Os fatos porém surpreenderam a ambos. Este romance de agradável e proveitosa leitura, também nos faz meditar e compreender mais as lutas da vida, encorajando-nos a manter a confiança na grande bondade e inteligência de Deus.
Menina Bonita do Laço de Fita

Histórias afro para crianças.
'Quando eu casar quero ter uma filha bem pretinha´ suspirava o coelho branco. ´Preciso conhecer o segredo´. A menina não sabia, mas acabou inventando receitas, e já estava preparando uma história de feijoada quando sua mãe deu ao coelhinho uma pista.

 Senzala

A história do Coronel Souza, um bondoso fazendeiro, contrastando com perversidade do Barão Macedo, um impiedoso escravocrata, desencadeia uma rede de intrigas entre ambas as famílias, trazendo-lhes dor e morte. Todos os acontecimentos são acompanhados posteriormente por Souza (já no Plano Espiritual)

 O Brasil que veio da África

Este livro narra a saga de um jovem rei africano e seu antigo escravo, agora na condição de cativos no Brasil. A obra apresenta referências históricas e tem como tema o protagonismo negro na luta e conquista da liberdade, em ambiente que vão de senzalas a quilombos, de vilas a fazendas.

Cinema em Casa
Aproveite esse friozinho gostoso para ver bons filmes em casa. Prepare um panelão de pipocas e boa diversão!

           
Cada Um na Sua Casa

2015 ‧ Fantasia/Filme de ficção científica ‧ EUA
A Terra é invadida por uma raça alienígena em busca de um novo lar. Porém, uma esperta garota chamada Tip consegue fugir e acaba virando cúmplice de um alienígena exilado chamado Oh. Os dois fugitivos embarcam em uma grande aventura

Cafundó

2005 ‧ Drama/Ficção histórica ‧ 1h 42m
Ex-escravo, João de Camargo se encanta com o mundo que o cerca e, levado pela emoção, entra em um estado alterado, tendo alucinações. Ele passa a ajudar os outros tomado por um espírito de cura e restauração conhecido com
Preto Velho.

 Hotel Ruanda

2004, Drama biográfico - Reino Unido/África do Sul/ Itália
 Relata a história real de Paul Rusesabagina, que foi capaz de salvar a vida de 1268 pessoas durante o genocídio de Ruanda em 1994. Logo depois das primeiras exibições, sua história foi imediatamente comparada com a de Oskar Schindler.

No Calor da Noite

1967 ‧ Thriller/Drama ‧ EUA
O negro Virgil Tibbs é preso em uma estação de trem do Mississipi, sob a acusação de cometer homicídio. Pouco depois, o xerife da cidade descobre que ele é um detetive da polícia da Filadélfia, e ele é apontado para colaborar na investigação.

ANO 1 - NÚMERO 01 - MAIO 2017
Erico Verissimo
Prêmios e títulos

    Prêmio Machado de Assis, da Cia. Editora Nacional, em 1934, por Música ao longe
    Prêmio Fundação Graça Aranha por Caminhos cruzados
    Título Doutor Honoris Causa, em 1944, pelo Mills College, de Oakland, Califórnia, onde dava aulas de Literatura e História do Brasil
    Prêmio Machado de Assis, em 1954, concedido pela Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra
    Título de Cidadão de Porto Alegre, em 1964, conferido pela Câmara de Vereadores daquela cidade
    Prêmio Jabuti – Categoria Romance, da Câmara Brasileira de Livros, em 1965, pelo livro O senhor embaixador
Prêmio Intelectual do Ano (Troféu Juca Pato), em 1968, concedido pela Folha de S.Paulo e pela União Brasileira de Escritores.

Olhai os Lírios do Campo é um romance de Érico Veríssimo, escrito em 1938. O título da obra foi baseado num trecho do Sermão da Montanha, também conhecido por Olhai os Lírios do Campo. Primeiro best-seller de Erico Verissimo, Olhai os lírios do campo representou uma guinada na carreira literária do escritor. Várias edições se esgotaram em poucos meses. Segundo Erico, o sucesso foi tão grande que "teve a força de arrastar consigo os romances" que publicara antes em modestas tiragens.
“Posso afirmar que só depois do aparecimento de Olhai os Lírios do Campo é que pude fazer profissão da literatura.” Palavras de Erico
Mas o amor pela escrita vem de longos anos, tanto que, por volta de 1914, com quase dez anos, Érico criou uma "revista", Caricatura, na qual fazia desenhos e escrevia pequenas notas. Aos treze anos, Érico já lia autores nacionais, como Aluísio Azevedo e Joaquim Manuel de Macedo, e estrangeiros, como Walter Scott, Émile Zola e Fiódor Dostoiévski.
Quando em 1947 começou a escrevera trilogia O Tempo e o Vento, a ideia inicial era reunir duzentos anos de história do Rio Grande do Sul (1745/1975) em um único volume, no entanto são 3 volumes com 2,2mil páginas. A trilogia tornou-se uma obra prima de onde saíram personagens bem populares, tais como: Ana Terra, Capitão Rodrigo Cambará.
Os principais livros de Érico Veríssimo foram traduzidos para o alemão, espanhol, finlandês, francês, holandês, húngaro, indonésio, inglês, italiano, japonês, norueguês, polonês, romeno, russo, sueco e tcheco.

Antonio e Marieta

Ah! O amor...
Antonio e Marieta são bem diferentes e mais parecidos do que jamais pensavam.
Ela fanática por futebol, não perde uma partida do seu time favorito seja pela televisão ou no campo. Antonio odeia futebol.
Ele adora jazz e ficas sentado ouvindo música. Seu passatempo predileto tomar um bom vinho enquanto ouve o que chama de ‘boa música’ jazz. Marieta não gosta de música, mas jazz ela odeia.
Ambos se conheceram ainda jovem numa festa de uma amiga em comum.
A atração física foi imediata, se olharam, sorriram timidamente e após um leve bate papo de apresentação, o primeiro beijo.
Vocês não acreditam, mas eles se casaram.
Justiça seja feita eles deram muitas risadas juntos e juntos se divertiram e se amaram loucamente.
Tiveram filhos. Três lindas crianças: Antonieta, Maria e Antonia.
O tempo passou e eles já não são tão jovens. Envelheceram como tudo e todos envelhecem em nosso mundo.
Hoje as diferenças começaram a aparecer e se transformar em discussões e até a educação dos jovens filhos é motivo para eles brigarem e um sempre ficar insatisfeito.
Acreditavam que não se amavam mais, que pena!
Mantiveram a união porque o que mais eles tinham em comum era com certeza um grande amor pelos filhos, e por eles só por eles fizeram esse sacrifício.
Passaram a dormir em quartos separados e até arriscaram um novo relacionamento. Pouco se falavam.
Mas o destino mostrou que às vezes pode ser cruel e num acidente de transito levou consigo Antonio.
A notícia inesperada deixou todos entristecidos e muito abalados. Foram tempos de lágrimas e de uma dor quase insuportável.
Hoje; algum tempo depois desse fato; de noite em frente à casa da Marieta, quem passa ouve jazz e a vê na janela com um copo de vinho na mão e com lágrimas nos olhos.
Ninguém sabe, mas ela olha para o universo e pensa saudosa naquele que foi seu único e grande amor e muito longe dali num mundo ainda misterioso e estranho para nós, está Antonio, saudoso ele daria tudo para voltar e dizer a sua amada o quanto a ama e sente sua falta.
Ah!... Os mistérios do amor.

Negrais.G
São Paulo/ SP Brasil

Poesia (Augusto dos Anjos)

O Morcego

Meia-noite, ao meu quarto me recolho.
Meu Deus ! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho
” Vou mandar levantar outra parede …”
- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre minha rede
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!

A consciência humana é este morcego! Por mais que a gente faça, à noite, ele entra imperceptivelmente em nosso quarto.



O filme narra as peripécias de um homem simples que pensa que o satélite russo Sputnik 1 caiu no telhado de sua casa. Ele é perseguido por espiões de todos os tipos até que a verdade vem à tona. Filme brasileiro de 1959, dirigido por Carlos Manga no gênero comédia.
Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

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