Poetizando

Poetizando
Ano 01 - Número 08 - Dezembro de 2017
Que neste Natal,
eu possa lembrar dos que vivem em guerra,
e fazer por eles uma prece de paz.
Que eu possa lembrar dos que odeiam,
e fazer por eles uma prece de amor.
Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,
e fazer por eles uma prece de perdão.
Que eu lembre dos desesperados,
e faça por eles uma prece de esperança.
Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,
e faça uma prece de alegria.
Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,
e faça por ele uma prece de fé.
Obrigada Senhor
Por ter alimento,
quando tantos passam o ano com fome.
Por ter saúde,
quando tantos sofrem neste momento.
Por ter um lar,
quando tantos dormem nas ruas.
Por ser feliz,
quando tantos choram na solidão.
Por ter amor,
quantos tantos vivem no ódio.
Pela minha paz,
quando tantos vivem o horror da guerra.

(Autor Desconhecido)


"Ainda que se percam outras coisas ao longo dos anos, mantenhamos o Natal como algo brilhante. Regressemos à nossa fé infantil."

Grace Noll Crowell



"Natal é um tempo de muita matéria, a gente compra muita coisa, a gente dá muita coisa, é um tempo de muitos presentes. Eu gostaria de desejar que nós descobríssemos que esta matéria é apenas um detalhe da festa.
O mais bonito que podemos oferecer uns aos outros é aquilo que a gente é, o presente mais aprimorado que o outro merece receber é o nosso coração cheio de amor."


Padre Fábio de Melo
Meu amigo. Não te esqueças.
Pelo Natal do Senhor,
Abre as portas da bondade
Ao chamamento do Amor.
Reparte os bens que puderes
Às luzes da devoção.
Veste os nus. Consola os tristes,
Na festa do coração.
Mas, não te esqueças de ti,
No banquete de Jesus:
Segue-lhe o exemplo divino
De paz, de verdade e luz.
Toma um novo compromisso
Na alegria do Natal,
Pois o esforço de si mesmo
É a senda de cada qual.
Sofres? Espera e confia.
Não te furtes de lembrar
Que somente a dor do mundo
Nos pode regenerar.
Foste traído? Perdoa.
Esquece o mal pelo bem.
Deus é a Suprema Justiça.
Não deves julgar ninguém.
Esperas bens neste mundo?
Acalma o teu coração.
Às vezes, ao fim da estrada,
Há fel e desilusão.
Não tiveste recompensas?
Guarda este ensino de cor:
Ter dons de fazer o bem
É a recompensa melhor.
Queres esmolas do Céu?
Não te fartes de saber teus,
Que o Senhor guarda o quinhão
Que venhas a merecer.
Desesperaste? Recorda,
Nas sombras dos dias teus,
Que não puseste a esperança
Nas luzes do amor de Deus.
Natal!... Lembrança divina
Sobre o terreno escarcéu...
Aconchega-te aos pobrezinhos
Que são eleitos do Céu.
- Mas, ouve, irmão! Vai mais longe
Na exaltação do Senhor:
Vê se já tens a humildade,
A seiva eterna do amor.
Feliz Natal!


Autor: Médium: Chico Xavier
Espírito: Casimiro Cunha
Data: 01/12/2000

O médium Chico Xavier foi um verdadeiro exemplo de amor e carinho, entrega e dedicação ao próximo, essa é uma mensagem de feliz natal psicografada por Chico Xavier em 2000, onde através do espírito de Casimiro Cunha passou sua mensagem de natal para que todos possam refletir sobre o verdadeiro significado dessa data. Mensagens de natal de Chico Xavier. Veja também: DVD de Chico Xavier.

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Ano 1 - Número 07 - Novembro de 2017
Poeta, em que medita?
Por que vives triste assim?
É que eu a acho bonita
E você não gosta de mim.
Poeta, tua alma é nobre
És triste, o que o desgosta?
Amo-a. Mas sou tão pobre
E dos pobres ninguém gosta.


Poeta, fita o espaço
E deixa de meditar.
É que... eu quero um abraço
E você persiste em negar.
Poeta, está triste eu vejo
Por que cisma tanto assim?
Queria apenas um beijo
Não deu, não gosta de mim.
Poeta!
Não queixas suas aflições
Aos que vivem em ricas vivendas
Não lhe darão atenções
Sofrimentos, para eles, são lendas.

Carolina Maria de Jesus
Nascimento: Sacramento, 14 de março de 1914.
Desencarne: São Paulo, 13 de fevereiro de 1977.
Ela!

(A pedido)

Ela! Quanto é bela, essa donzela,
A quem tenho rendido o coração!
A quem votei minh'alma, a quem meu peito
Num êxtase de amor vive sujeito...
Seu nome!... não - meus lábios não dirão!

Ela! minha estrela, viva e bela,
Que ameiga meu sofrer, minha aflição;
Que transmuda meu pranto em mago riso.
Que da terra me eleva ao paraíso...
Seu nome!... Oh! meus lábios não dirão!

Ela! virgem bela, tão singela
Como os anjos de deus. Ela... oh! não,
Jamais o saberá na terra alguém,
De meus lábios, o nome que ela tem...
Que esse nome meus lábios não dirão.

Maria Firmino dos Reis
Cantos à  Beira Mar, São Luís do Maranhão, 1871, pags. 69
Nascimento: São Luís, 11 de outubro de 1825
Desencarne:  Guimarães, 11 de novembro 1917
Metáfora


Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível

Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível

Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudo nada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível

Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora

Gilberto Gil
Cantor e compositor
Protesto

Mesmo que voltem as costas
Às minhas palavras de fogo
Não pararei de gritar
Não pararei
Não pararei de gritar

Senhores
Eu fui enviado ao mundo
Para protestar
Mentiras ouropéis nada
Nada me fará calar

Senhores
Atrás do muro da noite
Sem que ninguém o perceba
Muitos dos meus ancestrais
Já mortos há muito tempo
Reúnem-se em minha casa
E nos pomos a conversar
Sobre coisas amargas
Sobre grilhões e correntes
Que no passado eram visíveis
Sobre grilhões e correntes
Que no presente são invisíveis
Invisíveis mas existentes
Nos braços no pensamento
Nos passos nos sonhos na vida
De cada um dos que vivem
Juntos comigo enjeitados da Pátria

Senhores
O sangue dos meus avós
Que corre nas minhas veias
São gritos de rebeldia

Um dia talvez alguém perguntará
Comovido ante meu sofrimento
Quem é que esta gritando
Quem é que lamenta assim
Quem é

E eu responderei
Sou eu irmão
Irmão tu me desconheces
Sou eu aquele que se tornara
Vitima dos homens
Sou eu aquele que sendo homem
Foi vendido pelos homens
Em leilões em praça pública
Que foi vendido ou trocado
Como instrumento qualquer
Sou eu aquele que plantara
Os canaviais e cafezais
E os regou com suor e sangue
Aquele que sustentou
Sobre os ombros negros e fortes
O progresso do País
O que sofrera mil torturas
O que chorara inutilmente
O que dera tudo o que tinha
E hoje em dia não tem nada
Mas hoje grito não é
Pelo que já se passou
Que se passou é passado
Meu coração já perdoou
Hoje grito meu irmão
É porque depois de tudo
A justiça não chegou

Sou eu quem grita sou eu
O enganado no passado
Preterido no presente
Sou eu quem grita sou eu
Sou eu meu irmão aquele
Que viveu na prisão
Que trabalhou na prisão
Que sofreu na prisão
Para que fosse construído
O alicerce da nação
O alicerce da nação
Tem as pedras dos meus braços
Tem a cal das minhas lágrima
Por isso a nação é triste
É muito grande mas triste
É entre tanta gente triste
Irmão sou eu o mais triste

A minha história é contada
Com tintas de amargura
Um dia sob ovações e rosas de alegria
Jogaram-me de repente
Da prisão em que me achava
Para uma prisão mais ampla
Foi um cavalo de Tróia
A liberdade que me deram
Havia serpentes futuras
Sob o manto do entusiasmo
Um dia jogaram-me de repente
Como bagaços de cana
Como palhas de café
Como coisa imprestável
Que não servia mais pra nada
Um dia jogaram-me de repente
Nas sarjetas da rua do desamparo
Sob ovações e rosas de alegria

Sempre sonhara com a liberdade
Mas a liberdade que me deram
Foi mais ilusão que liberdade

Irmão sou eu quem grita
Eu tenho fortes razões
Irmão sou eu quem grita
Tenho mais necessidade
De gritar que de respirar
Mas irmão fica sabendo
Piedade não é o que eu quero
Piedade não me interessa
Os fracos pedem piedade
Eu quero coisa melhor
Eu não quero mais viver
No porão da sociedade
Não quero ser marginal
Quero entrar em toda parte
Quero ser bem recebido
Basta de humilhações
Minh'alma já está cansada
Eu quero o sol que é de todos
Ou alcanço tudo o que eu quero
Ou gritarei a noite inteira
Como gritam os vulcões
Como gritam os vendavais
Como grita o mar
E nem a morte terá força
Para me fazer calar.

Carlos de Assumpção
 O maior poeta negro da
historia do Brasil
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Ano 01 - Número 06 -  Outubro de 2017
LÁGRIMAS

O que eu fiz comigo?
O que realmente aconteceu com a gente?
E essa dor que não passa,
Doí até o infinito.
Sinto tantos vazios dentro do mim, buracos que outrora foram por você preenchidos.
Tanta coisa para falar ouvir, mas ao meu lado só existe silêncio!
Lágrimas...
Sento ao vento e imagino que a brisa que me acaricia e você me amando novamente.
A dor da saudade.
Olhares desviados, magoas...
Interpretações, cismas, ciúmes, dor!
Por onde eu vou vejo você, lembranças...
Caminhos trocados,
Desilusão
Saudades dos seus braços, abraços, afagos.
Quero, não quero
Gosto, não gosto
Desejo, não desejo
Tesão, retraimento
Fogo, gelo
Eu, você
Amor: Te quero, gosto, desejo. Te entrego todo meu tesão, todo meu fogo.
Te dei todo meu eu, e você retração! Você se vestiu de não!
Tô confusa, perdida dentro da minha dor, carrego dentro de mim certezas e incertezas.
Sou um turbilhão de emoções, mas tive guardar tudo dentro de uma mala velha e sair por ai fantasiado de alegria. Mas não esqueçam o palhaço também chora.

Negrais.G

A porta


Sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Não há nada no mundo
Mais viva que uma porta

Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado

Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão

Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Eu fecho tudo no mundo
Só vivo aberta no céu!

Vinicius de Moraes

VIR A SER

Eu procuro por mim.
Eu procuro por tudo o que é meu e que em mim se esconde.
Eu procuro por um saber que ainda não sei, mas que de alguma forma já sabe em mim.
Eu sou assim...
processo constante de vir a ser.
O que sou e ainda serei são verbos que se conjugam sob áurea de um mistério fascinante.
Eu me recebo de Deus e a Ele me devolvo.
Movimento que não termina porque terminar é o mesmo que deixar de ser.
Eu sou o que sou na medida em que me permito ser.
E quando não sou é porque o ser eu não soube escolher.

Padre Fábio de Melo

Ano 01 - Número 05 - Setembro de 2017
Castelo na Areia

Um dia construí um castelo sobre areia
E na minha ingenuidade pensei que se as paredes fossem forte ele jamais cairia
Mas o tempo, o vento, a maresia, a chuva aos poucos foram chegando
E quando eu vi o castelo já estava no chão
Foi tão de repente, só que me lembro da queda
Naquele momento vi minha vida desmoronar
Como doeu...
Chorei toda as lágrimas que eu tinha
Havia colocado o melhor de mim naquela torre
Em vão...
Mas assim como o tempo lentamente nos destruiu
O mesmo tempo agora vem de mansinho e
Lentamente está me dando forças, aceitação e compreensão
Já sei que não posso construir nada se não tiver base sólida
Reconheço e aceito minha parcela de erros
Não, não me culpo não! Mas sei onde errei
Esse conhecimento me dá forças para lutar
E amanhã vou construir outro castelo
Mas dessa vez vou escolher melhor o solo onde plantarei meu alicerce
E para sempre terei dentro mim as lembranças dos bons momentos
Das festas, dos momentos de carinhos, da alegria vivida
As paredes caíram, mas para sempre lembrarei do que lá dentro foi dito e vivido
Momentos de cumplicidades que não tiveram a força que eu acreditava que tinha
Mas eu sei que um dia construirei outro castelo
E voltarei a sorrir com o coração pleno de alegria e harmonia
Por que viver e um constante recomeço e sempre que a vida nos der essa oportunidade e preciso recomeçar.
Um novo castelo será construído, em breve, logo ali.


Negrais.G
Agosto/2017

O Amor é Agora

O grande segredo da vida é viver o dia
Amanhã não sei o que vai ser, melhor viver agora
A vida passa tão depressa, semelhante ao vento
Não espere para amar depois
Talvez não dê mais tempo
Amor foi feito para amar
Perdão foi feito pra se dar
Não semeie pra colher depois, o tal ressentimento
Portanto é melhor viver
Pensando ser a despedida
Olhando tudo ao seu redor
Como quem vai embora

Pudera eu fazer virar palavra este meu sentimento
E te dizer o quanto sou feliz por seres meu amigo
Pudera eu abrir meu coração e te mostrar o fundo
Te revelar com gestos e palavras
Que te amo muito
Pudera eu retroceder na história, regressar no tempo
Reencontrar aqueles que partiram sem o meu abraço
Mas eu bem sei que o essencial de hoje é viver o
agora
Melhor assim: nem antes, nem depois
O amor é agora
Não deixes pra fazer depois se pode ser agora
Um sorriso custa muito pouco e ilumina a alma
Não permita que o sol se ponha sobre a tua ira
Não há mágoa que no coração mereça ser trazida

Amor foi feito para amar
Perdão foi feito pra se dar
Não semeie pra colher depois, o tal ressentimento
Portanto é melhor viver
Pensando ser a despedida
Olhando tudo ao seu redor
Como quem vai embora


Padre Fábio de Melo
Ano 01 - Número 04 - Agosto de 2017.
Flores e Bombom

Pq a mulher está sempre errada?
Se foi traída é fria, se é a amante é vagabunda.
Se usa sai comprida e recalcada, se usa roupa justa e vagabunda.
Se é gorda é relaxada, se vive na academia e para se mostrar = vagabunda.
Se pinta o cabelo...
Se usa esmalte vermelho...
Se rebola...
Se nem te olha...
Se, se, se, se...
Não importa é sempre vagabunda.
Por que tantos rótulos e tão pouca compreensão?
Por que tantos rótulos e apenas uma definição?
Vagabunda!
Afinal quem nos rotula?
Por que não podemos ser livres?
Por que não educamos para liberdade?
Quem te educa? Quem te escuta?
Quem se importa com mais uma mulher morta?
Lágrimas, surras e ingratidão...
Precisamos mesmo é de compaixão.

Negrais.G 02/07/2017
03h14 da matina de um domingo frio


Deixa

Deixa o teu nome gravado
em páginas cintilantes de luz
Procedas corretamente na caminhada terrestre,
caminhando no caminho reto
sem procelas, sem arranhões
E no final da história
sentirte-as, leve, tão leve como o vento,
que dissipa a poeira do caminho
provando que o céu se acha limpo,
cheinho de estrelas brilhando
após a noite de trevas e escuridão.
Vive a vida na bondade dos anjos
que de tão diáfano nem toca o chão,
vive como as avezinhas lindas e formosas
imita-as, fazer a caridade que te deixa leve
tão leve como elas...os passarinhos...
Sê como os anjos que brilhantes ofusca teus olhos,
já que esqueceram tudo aquilo,
que nada valem.
e que só te prejudica
Deixa tuas vestes espirituais brilhar
Mostra-te a Deus, a tua pureza
enche teu coração de fé e esperança e,
em teu coração, o amor te alcança.
Deixa teu nome gravado em luz
nos atos da tua vida
Mesmo que chores e teus pés se firam
é na caridade que tu alcanças
a luz brilhar os teus passos
lá em cima.

Eunice Coelho
São Paulo - Capital

SER FELIZ É...

    Acordar de manhã, enxergando o novo dia que nasce e poder ouvir todos os sons que ele traz.
•    Sentir o cheiro do café, da terra, do vento, do mar, o perfume de um flor....
•    Ter alguém que goste de você e simplesmente te diga: Bom dia!
•    Ver o sorriso de uma criança.
•    Perdoar.
•    Trabalhar e se realizar no seu trabalho.                                                   
•    Poder estudar e ler bons livros.
Assistir bons filmes.
•    Dar boas risadas ao lado de amigos.
•    Ter esperança.
•    Correr, pular, dançar, cantar, sorrir sempre que sentir vontade.
•    Viajar, conhecer novos lugares, novos povos, novas culturas, novos sabores.
•    Ter amigos que se preocupam com você e te procuram só para dizer: Oi, tudo bem?  E que você também os procurem só para manter viva a chama da amizade.
•    Mesmo com algum problema de saúde manter o bom humor, a fé e a esperança.
•    Poder ouvir boa música.
•    Ser você mesma sempre.
•    Carregar DEUS no seu coração.
•    Ter uma noite de sono tranquila e ao acordar ter tudo isso de novo.

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ANO 01 - NÚMERO 03 - JULHO DE 2017
 A FALTA DE ÉRICO VERÍSSIMO

Falta alguma coisa no Brasil
depois da noite de sexta-feira.
Falta aquele homem no escritório
a tirar da máquina elétrica
o destino dos seres,
a explicação antiga da terra.

Falta uma tristeza de menino bom
caminhando entre adultos
na esperança da justiça
que tarda — como tarda!
a clarear o mundo.

Falta um boné, aquele jeito manso,
aquela ternura contida, óleo
a derramar-se lentamente.
Falta o casal passeando no trigal.

Falta um solo de clarineta.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
In: Discurso de Primavera, 1977
ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia Completa. São Paulo: Nova Aguilar, 2002






HORA DA MEDITAÇÃO

Cai a tarde mansamente
os pássaros estão a cantar
anunciando nova noite
com estrelas no céu a brilhar.

São seis horas da tarde
momentos de meditação,
para fazer a prece
é só falar com o coração!

Trabalhadores voltando
ansiando descansar
dos desgastes de todo dia
e tranquilos repousar...e sonhar...

Sonhar sonhos dourados
cheios de paz e carinho

Sonhar com um mundo  melhor,
onde todos possam viver,
entre crianças felizes,
animais e passarinhos.

Sonhar com um mundo onde o amor,
não seja uma palavra vã,
viver sem medo, com a alma livre, feliz
onde todos possam viver
respirando o ar puro da manhã.

Manhãzinha fresca e bela,
o sol bonito a brilhar,
os pardais em revoada
no jardim, entre flores a cantar
melodias cheias de encantamento.

Beija flor a voar,
de galho em galho, pulando
e o seu néctar a sugar.

Agradece a Deus, por mais um dia
que tiveste para viver,
olhando as belas obras Suas
com o coração a enternecer.

Eunice Coelho - São Paulo/SP
Ausência
Hoje ao acordar, olhei no espelho e vi que a chuva estava caindo dos meus olhos
Sintoma da falta que você me faz
 No peito um canivete atravessado evidenciava os relâmpagos
Um estrondo forte dentro de mim, era o trovão dos meus pensamentos
Todo meu corpo pulsa a dor da sua ausência
Todos os momentos vividos ainda estão presentes dentro de mim
As lembranças me consomem
Apesar de calma por fora, por dentro grito... choro...
Me encontro em total desespero e em vão vou em busca do seu sorriso, do seu olhar e tudo que encontro é o vácuo...
A dor da sua ausência faz minha alma adoecer
Sinto falta do abraço, dos braços, das palavras, do cheiro, do beijo...
Lembro do mar, da praia, das risadas... do chinelo cor de rosa no mercado, será que você se lembra?
Lembro de contar moedas, da sua voz e de não ter grana pro pedágio, rs....
Mas essa dor é minha e eu vou carrega-la dentro de uma mochila como um viajante.
Mas essa não será uma viagem eterna, um dia desse jogo a mala no rio e vou embora.
Vou libertar meu coração de um destino que não teve fim.
História mal acabada e cheia de cicatrizes.
Hoje eu choro, grito, dentro do meu silencio, clamo tua ausência.
Castelos desmoronados, restos de sonhos não concretizados...
Minha fé me diz que nada e ninguém se encontra por acaso, mas eu precisava realmente ter vivido isso?
Busco uma forma de tirar o canivete do meu peito
Mas minha mão não o alcança.
Quebrei o espelho para não ver mais minha dor
Joguei fora as lembranças.
Mesmo assim você ainda vive dentro de mim, me sufocando com sua insistente e desesperadora ausência.
Vai embora por favor!
Coloque suas botas gato e pegue outra estrada.
Faça o caminho inverso.
Boa sorte! Seja feliz!
Negrais.G
São Paulo - Capital

Obrigado por sua visita! Espero que esteja gostando da Bagala e que volte sempre.
Convide seus amigos para lerem poesia.

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