Conversação

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A voz do povo! 
Sabemos o que falamos e temos muito a dizer.
Escute-nos!
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Ano 01 - Número 08 - Dezembro de 2017
Este mês a entrevista foi com super simpático Pedro Vitória (mais conhecido como Pedrinho Dance), o que temos em comum? O amor pelo Brasil.
Vale a pena ler a entrevista completa.

Boa tarde Gisele! Muito obrigado pelo interesse pela minha arte! Fico lisonjeado em responder às tuas perguntas.
Vamos lá então 

Bagala - Com quantos anos e como você descobriu a dança?
Pedro - Com 6 anos comecei à frequentar aulas de dança de salão pra crianças em Uberlândia - MG de onde sou originário e nunca mais parei!

Bagala - Conte-nos um pouco sobre esse universo: cursos, estudos, sacrifícios, alimentação, etc....
Pedro - No início os cursos eram moderados pelo fato de sermos crianças, à medida que crescíamos a intensidade foi aumentando, e sobraram apenas aqueles que tinham realmente um amor profundo pela dança. Com 12 anos me tornei assistente do instrutor da academia.
Com 8 anos fundei minha primeira companhia de dança, chamada "Os Inesquecíveis". Era também algo infantil, obviamente. Fazíamos apresentações em circos, supermercados, praças públicas, rodeios, etc. Dançávamos de tudo: Samba, pop, dança de salão, mas o forte mesmo era o cover de Sandy & Junior que fazíamos, rsrsrs... Sou perfeccionista em tudo que faço, então na época eu exigia muito dos meus parceiros. Ensaiávamos muito e claro, como éramos crianças, o que eles mais queriam era brincar e se divertir, porém eu levava a coisa demasiadamente à sério.

Bagala - Existe algum ritmo pelo qual seja apaixonado e que sempre está presente nas suas apresentações?
Pedro - Amo samba no pé, aquele sambão de carnaval mesmo! E aqui nas minhas apresentações, aqui pela Europa com certeza não pode faltar!

Bagala - Como você vê a dança no Brasil atual? Há espaço para a cultura no meio de tantos fatos desagradáveis?
Pedro - Com certeza! Há espaço pra manifestação cultural de todas as formas no Brasil, tendo em conta o nosso histórico mix cultural e social. Sobre a dança, eu acredito que danças populares e tradicionais tendem à terem mais espaço na mídia e consequentemente mais interesse popular. O brasileiro se interessa mais em assistir uma apresentação de forró do que ir à um teatro assistir um espetáculo de ballet clássico por exemplo. E isso não é uma crítica, é apenas uma constatação. Então pros profissionais ativos no meio da dança isso constitui um fator importantíssimo ao levar em conta no momento criativo de um show. Saber o que o público para quem você cria gosta e se identifica é fundamental!

Bagala - Você faz algum ritual antes das apresentações?
Pedro - Sim. No camarim temos o hábito de nos desejarmos "merda" uns aos outros, que significa sorte no jargão dos artistas.

Bagala - Você já sofreu preconceitos por ser brasileiro e negro?
Pedro - Com certeza! A Europa está num momento de tensão muito grande, em relação à crise imigratória que o continente vive e a situação política que tem se tornado cada dia mais de direita. Isso não nos ajuda tanto, sabendo que somos estrangeiros. Eu vivo na Bélgica há 14 anos e tenho a cidadania belga e hoje sei me posicionar de maneira forte em relação a qualquer tipo de racismo ou preconceito, mas no início não foi fácil. Já fomos maltratados em apresentações, onde nos obrigaram à nos trocar na cozinha, juntos com cachorros e colegas minhas já foram agredidas fisicamente no meio de um espetáculo por holandeses pelo simples fato de serem brasileiras. Era época de copa de mundo e os nervos estavam alterados entre os torcedores brasileiros e holandeses e elas acabaram por "pagar o pato". Porém esses episódios são raros. Na maioria das vezes somos MUITO bem tratados e respeitados como representantes de uma cultura tão rica e que vem de tão longe, que é a nossa cultura brasileira.

Bagala - Mesmo estando fora do país nos seus vídeos e apresentações o Brasil é enaltecido, o Brasil é seu grande amor?
Pedro – Sim! O Brasil é sem dúvida um de meus grandes amores. Amo ser brasileiro, amo representar nossa cultura mundo à fora. Faço o possível pra estar sempre em dia com a atualidade cultural do Brasil e sempre que posso faço meus alunos e admiradores descobrem algo novo, seja um cantor, um bailarino, um ator ou pintor brasileiro.

Bagala - Sendo dançarino, você tem o habito de sair só para dançar com os amigos?
Pedro - Sempre fazemos isso. Às vezes depois de uma apresentação animada onde nosso corpo ainda está quente, saímos todos juntos para nos divertir. Na maioria das vezes paramos a pista de dança rsrsrsrs e a galera vem pedir fotos, pagar bebidas. É muito legal esse respeito que os gringos têm com a gente aqui.

Bagala - Se não fosse a dança, o que seria?
Pedro - A dança não é meu" ganha pão" principal. Fiz faculdade aqui de Gestão de recursos humanos" e hoje sou responsável por um dos escritórios de um grupo que gerencia contratos de artistas renomados mundo à fora. Amo esse meu outro lado mais sério também e é o que me alimenta fisicamente. A dança é meu alimento da alma e espero que assim continue. Quero fazer dança quando estiver com vontade, sem que isso se torne uma obrigação ou um peso cotidiano.

Bagala - Um sonho para desengavetar?
Pedro - COM CERTEZA! Participar de um desfile de uma das escolas do grupo especial do carnaval do Rio. Provavelmente isso acontecerá em 2019. 

Bagala - Atualmente tem algum espetáculo seu está em cartaz ou prestes a estrear?
Pedro
- Atualmente não. Estive em cartaz com o espetáculo da companhia Show Brasil durante dois anos, porém abandonei o show para me concentrar no meu trabalho no escritório. Hoje meus shows são esporádicos, com a minha própria companhia chamada: Copacabana Shows e faço meus vídeos pra minha própria diversão em posto em minha página " Pedrinho Dance"

Bagala- Deixe uma mensagem:
Pedro - "Dance e seja mais feliz!" este é meu slogan que fala por si só.
Se quiserem conhecer um pouco mais do meu trabalho:

Facebook: Pedrinho Dance
Instagram: @dance_pedrinho
Pedro, adorei a entrevista, foi muito legal conhecer mais sobre sua vida e seu trabalho e ainda você é super simpático! Gratíssima!
Gisele
Revista Eletrônica Bagala
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Ano 01 -Número 07 - Novembro de 2017

Negraiz Rosa


46 anos , negro, vicentino, administrador, afro-empreendedor e gestor cultural, está envolvido com a cultura desde os 11 anos. Acredita que a solução para combater o racismo está na educação. Palestrante em escolas e eventos que debatem a temática racial. Aplica a cultura negra nos seus negócios, agregando, assim, valores aos seus empreendimentos.


Esse mês eu conversei com meu amigo e irmão Negraiz e perguntei: Porque alguns negros ainda tem tanta dificuldade de ver  e aceitar que o racismo ainda é muito presente no Brasil? E ele respondeu maravilhosamente, leia o texto abaixo.
Estamos no século XXI, o século da intolerância. De tudo quanto é tipo e forma. Mas, a intolerância racial, continua sendo a mais cruel e sinistra. Todos os dias temos exemplos que além de nos chocar, atinge o inconsciente de muitos que desconhecem a sua força. Curioso é que as vítimas são pessoas conhecidas ou pessoas anônimas. Apresentadora de telejornal, atriz de novela das nove, jogador de futebol, jogador e jogadora de vôlei, jardineiro, médico, aluno, é negro, sofrerá racismo.
Temos diariamente uma mídia eugenista, que veicula o racismo semiótico. São programas de auditório, comerciais, novelas, seriados; o conteúdo racista está implícito e explícito na grade de programação das emissoras.
Quando um negro é seguido por um segurança negro num supermercado ou uma criança negra é tida como indigente por uma segurança negra, dizem que o negro é racista, mas não. Ele, não é racista. Ele é um coitado, sem consciência. O racismo é uma doença dolorosa e silenciosa que ataca negros sem consciência.
Por isso que é necessário uma data que se comemore a consciência negra, para que essa data se torne o calendário. Dia das mães é comemorado no segundo domingo de maio, mas falamos, que todos os dias, são das mães. Logo, todos os dias, devem ser de consciência negra.
O racismo faz com que muitos negros, insistam em não se enxergar como tal, além, óbvio, de promover certos discursos que beiram o absurdo.
O racismo impede o negro de conhecer e aceitar a sua HISTÓRIA, rica e bela.
Neste mês de novembro é comemorado, timidamente, o dia da consciência negra. Geralmente, lembramos de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. Foi um guerreiro, cujo qual, temos pouca informação sobre sua vida. Mas, temos outros guerreiros e guerreiras, os quais podemos nos orgulhar, como, Luíz Gama, Luiza Mahin, Carolina de Jesus, João Cândido, Teodoro Sampaio entre outros.
Devemos sim, comemorar esse dia, porque nada mais óbvio que comemorarmos o dia do povo que construiu esse país. Sem mimimis, sem quasquasquás...

Dia 20 de Novembro. Dia Nacional da Consciência NEGRA.
Ano 01 - Número 06 - Outubro de 2017
No mês que comemoramos do Dia dos Professores, fiz 3 perguntas à três professores: Fernando Menocello, Darbi Silva e Tadeu Medeiros.
O que te motivou escolher a profissão de educador?
Porque a educação no Brasil está num declínio tão profundo?
Na sua opinião qual caminho a educação poderia seguir para um melhor futuro do país?
Leiam o que eles reponderam

Fernando Menoncello
Treinador de Boxe. Me motivei pela falta de oportunidade que o jovem na periferia tem de praticar outra modalidade de esporte a não ser o futebol e em ver o quanto cada vez mais eles passam mais tempo na rua de bobeira ao invés de ocupar seu tempo.
A educação cada vez está pior por conta do governo
Que não valoriza os profissionais da educação é muito menos o ambiente escolar
Se o estado que é a força maior não respeita seus professores como é que você quer que o jovem respeite?
A escola poderia fazer parcerias com associações e manter atividades extra curriculares fora do ambiente escolar para deixar cada vez mais a escola perto da comunidade e desenvolver além de uma formação acadêmica uma formação de caráter do jovem.
Aplicar algum método de jovens que se destacam no esporte obter bolsas em faculdades
Enfim ...
Um tema difícil de se discutir
Mais sonho com um futuro melhor e sei que só através da educação iremos conseguir.



 Darbi Silva
Licenciatura em Geografia. Escolhi a Geografia, pois desde pequeno no ensino fundamental II, (antiga oitava série) ficava encantando ao ver as imagens e ilustrações dos relevos, da natureza, das questões geográficas em geral. Porém, primeiro escolhi Ciências Contábeis. Aos 34 anos entrei na faculdade para realizar um antigo sonho: cursar Geografia. O declínio na educação e a desmotivação de muitos profissionais da área da educação se deve ao governo que não investe nos professores, alunos e na própria escola e nos recursos para a aula se tornar mais atrativa e com mais recursos de aprendizagem.  Com a aplicação de recursos na Educação tudo se tornaria mais fácil: teríamos alunos mais interessados, profissionais mais motivados, e a escola em si teria todo o suporte essencial para a injeção e transmissão da cultura e conhecimento aos alunos.

Tadeu Medeiros.
Formado em História. Professor da Rede Pública Estadual, lecionando em escolas de Ensino há 32 anos.
A minha graduação ocorreu no início dos anos 1980, portanto, tendo como pano de fundo as lutas das "Diretas-Já" pelo fim da Ditadura Militar. Saímos da faculdade com a convicção de que nossa tarefa era fazer da escola o espaço de construção de uma sociedade democrática, de fato é de direito. Infelizmente, apesar da nossa Constituição atual, "A Constituição Cidadã”, estabelecer o compromisso do Estado em investir 30% da arrecadação de impostos na educação, o que assistimos, na verdade, é apenas a ingerência política. Ingerência voltada para atender os interesses das nossas elites corruptas. A solução da educação só virá no bojo de uma solução para o país. Ou seja, só quando formos capazes de construir um projeto de desenvolvimento político, econômico e social e estabelecermos o papel da educação nesse projeto a ela será dada a importância devida. Para que isso possa a acontecer, acredito que, principalmente nas escolas públicas, nós educadores, temos incentivar a comunidade a retomar a gestão social e pedagógica da escola, exigindo do governo que cumpra o seu papel constitucional de garantir os investimentos necessários para o funcionamento das escolas. P.S. Utopias de professor em fim de carreira, mas que ainda sonha!

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Ano 01 - Número 05 - Setembro de 2017.
Mais uma vez,  em um mês eu tive a sorte de fazer duas boas entrevistas. Conversei com meu amigo e cantor Vanderli Santos, no meio artístico mais conhecido  como Wander Lye conheci o trabalho muito especial do Walter Pinheiro, mais conhecido como Dj Sir Walter Soul que é fundador e administrador do Movimento Soul BH – Cultura de Rua.
Conheça um pouco mais sobre a carreira de Wander Ly.
Bagala - Como a música surgiu na sua vida? Você sempre gostou de sertanejo ou foi mudando com o tempo?
Wander Ly -  A música surgiu na minha vida através dos meus avos pais e seus tios, desde criança sempre gostei de cantar aos 14 anos comecei cantar na igreja católica, apresentações em escolas, e assim as coisas foram acontecendo, hoje tenho mais de 20 anos de estrada com vários trabalhos realizados.

Bagala - Quem te inspira a cantar? Existe algum músico na sua família?
Wander Ly- Minha inspiração vem dos meus pais.
Minha mãe sempre foi apaixonada por música e meu pai tocava e cantava.

Bagala - Houve apoio dos seus pais para você seguir essa carreira?
Wander Ly - Embora tenha sido muito difícil, devido às condições financeiras, os meus pais sempre me apoiaram na minha carreira, eles não estão mais aqui, por isso se torna um dos motivos mais fortes pra eu dar continuidade e realizar o meu sonho, e o sonho deles.

Bagala - Você tem influência de outros gêneros musicais?
Wander Ly - Meu estilo de música preferido é o Sertanejo, mas gosto de escutar outros gêneros sim.
Pop Rock, internacional, eu gosto de Música Popular Brasileira.

Bagala - Dá para viver de música no Brasil?
Wander Ly - A desvalorização da música no nosso país é muita, mas conseguimos nos manter.

Bagala - Existe algum ritual que você faz antes de subir num palco para cantar?
Wander Ly - Apenas faço minhas orações e peço para Deus abençoar que tudo ocorra bem no evento.

Bagala - Como surgiu o convite para cantar com Gian e Paulo Sérgio?
Wander Ly - Eu e o Gian, temos um amigo em comum, ele soube do projeto Duetos e me indicou para fazer parte do projeto.

Bagala - Você já tocou fora do estado de São Paulo? Existe alguma diferença em tocar fora do estado que você mora?
Wander Ly - Sim, já toquei em Minas Gerais.
Existe sim uma grande diferença, aqui você é só mais um.
Lá fora você é um artista, onde as pessoas respeitam e dão atenção no trabalho.

Bagala - Você frequentou a escola de música e a faculdade Tom Jobim, então cantar é um dom ou dá para aprender?
Wander Ly - Um depende do outro, para aprender a cantar, tem que ter o dom.

Bagala - A música te acalma? Depois do show, como você se sente?
Wander Ly – Sim, a música é minha maior inspiração, amo passar essa alegria para as pessoas através do meu trabalho.
Música é vida!
Depois do Show me sinto realizado, principalmente quando tudo sai conforme planejei, e o publico fica satisfeito.

Bagala
-  Como o público pode entrar em contato com Wander Ly?
Wander Ly - Através do telefone (011) 98455-4704 (WhatsApp)
Pelo e-mail: vanderli.eventos@gmail.com
Facebook: Wanderly Santos 

Bagala - Deixe um recado para leitores da Bagala.
Wander Ly - Gostaria de agradecer pela entrevista, adorei participar e tirar todas as dúvidas, conto com o apoio de vocês para o crescimento do meu trabalho.
Deixo aqui o meu abraço e o meu agradecimento especial a todos que fazem parte da equipe de leitores da Bagala.

Lugares onde me apresento atualmente.

Quiosque da Brahma – Shopping Tucuruvi
Quiosque da Brahma – Shopping Itaquera
Quiosque da Brahma – Shopping Boa vista (Santo Amaro)
Divino Fogão – Shopping Mais – Largo Treze
Divino Fogão – Shopping Eldorado
As datas são publicadas semanalmente no facebook.


Wander Ly  participando do projeto Duetos com Gian


Wander Ly obrigada pela entrevista, pela amizade e pelo carinho que você tem com a Bagala. Em breve apareço novamente num quiosque desses para vê-lo tocar novamente.
Negrais.G
www.bagala.com.br
Conheça mais sobre o trabalho do Movimento Soul BH fundado e administrado há 10 anos pelo simpático Dj Sir Walter Soul
Bagala - Walter como surgiu a ideia Movimento Soul BH?
Sir Walter Soul - Bom eu sou uns dos dinossauros do soul tive o prazer vivenciar a boa musica e dança da década de 70, 80 e meados de 90. Pois, em meados de 90 o FUNK ou FUNK MUSIC e a Disco Music começou a adormecer e ficou adormecido ate aproximadamente ate 2004 quando BH começou novamente a resgatar o FUNK MUSIC, mas enfatizando agora com o nome SOUL, como também era conhecido na década de 70.  Para se diferenciar do funk que se toca hoje que não tem nada a ver com o Funk Original.
Há 10 anos devido a algumas ideias de outras pessoas que só pensava na cultura como comercio, resolvi criar o Movimento Soul BH, o movimento das pessoas de Belo Horizonte, Periferias, Minas Gerais e outros Estados agregando todas as raças, classes sócias, religiões e totalmente voltado para cultura.
O MOVIMENTO SOUL BH “Cultura de rua” criado a 10 anos pelo (Walter Pinheiro) Dj sir Walter Soul e com apoio do Dj Delson Valério tem o intuito de levar a Música Soul e a dança que seu ritmo envolve a todas as classes sociais de BH, tanto da zona sul como da periferia. Sem distinções  e quando estamos nos apresentando, esses espaços ficam caracterizados como nossos, como espaço da dança e da alegria, e são eles: Praça Sete, Viaduto Santa Tereza, Parque, Municipal, Praça do Cardoso, Praça da Savassi e o centro cultural Pampulha e agora faz parte de seu cronograma atual, cumpre informar que cada um destes espaços e ocupado pelo MOVIMENTO SOUL BH “Cultura de rua” um final de semana mensalmente. E sempre com o apoio do grupo escola do soul
O Funk original ou Soul (em inglês: alma) é um gênero musical dos Estados Unidos que nasceu do rhythm and blues e do gospel durante o final da década de 1950 e início da década de 1960 entre os negros. Na década de 70 a influência do soul ou funk original teve sua chegada e influencia no Brasil através de Toni Tornado, Tim maia, Sandra de Sá e outros.
Atualmente O MOVIMENTO SOUL BH “Cultura de rua” Vem Realizando mensalmente no CENTRO CULTURAL PAMPULHA através do seu Idealizador Dj Sir Walter Soul (Walter Pinheiro) com o apoio da FMC realiza este evento com objetivo de trazer a Dança e a Música boa para a comunidade e periferia com intuito de levar educação, cultura, socialização, integração social, para todos sem distinção de idade, cor, raça, religião ou ideais políticos e assim que se resume MOVIMENTO SOUL BH “Cultura de rua”.
Ali naquele momento!
A alegria, solidariedade ,comunhão ,diversão...
Tudo se resume ao Movimento Soul BH,  sem confusão.
Apenas um jeito simples de ver e sentir a vida com o coração...
Cada um com sua história, suas magoas, alegrias , insatisfações, perdas e buscas, mas ali no Movimento Soul BH, por um momento, tudo é esquecido para dar margem a alegria e a arte do movimento do corpo sem método ,apenas sentir a música e aderir ao limite de cada um. Cada um na sua, cada um com seu charme em grupo com os passinhos ou solitariamente, mas cada um é um ser igual e é respeitado no seu íntimo.

Bagala - Onde vocês costumam se apresenta em BH?
Sir Walter Soul - Em BH temos nossa agenda mensais mas sempre estamos sujeitos a mudanças:
DOMINGOS: Parque Municipal, Praça Sete e Praça da Savossi.
SÁBADOS : Viaduto Santa Tereza , Centro Cultura Pampulha e outras agendas não fixas.

Bagala - Em quais outros estados vocês já se apresentaram?  A recepção e tão calorosa quanto em Minas?
Sir Walter Soul - Rio De Janeiro e São Paulo, são calorosos e gostam, mas não são como Minas Gerais que praticamente respira o SOUL e estão em as nossas ações culturais que custeadas por nos mesmo e sem apoio de Prefeitura ou empresas.

Bagala - Qualquer um pode chegar e dançar com vocês? Eu, por exemplo, não sei dançar, tem alguém para me dar umas dicas?
Sir Walter Soul - Sim qualquer uma pode dançar no movimento soul bh, pois esta e a ideia todos se interagindo com liberdade de movimentos.  Mas sempre tem alguns dançarinos dando um toque e ensinando alguns passos.

Bagala - Você é um saudosista ou esse Movimento pretende através da dança resgatar velhos costumes?
Sir Walter Soul - Bom, eu não sou saudosista, não quero admirar o passado, e o que fazemos não esta no passado e muito presente, kkkk...
A ideia e fazer um resgate da musica de boa qualidade e da dança com seu verdadeiro sentimento.  As crianças e jovens de hoje não tem ideais, sentimentos a cultura, a dança e nem ao próximo, e se nos não passarmos e mostrarmos o que e na verdade a essência da boa musica e da dança como eles vão aprender e se interessar???  Te pergunto!  A quantos anos não surge uma banda ou musico solo bom como Tim Maia, Capital inicial, Roberto Carlos Ed Mota, Sandra de Sá... Tem algum? 
Fico pensando se todos nós em todos os estados fizéssemos isso e não ficássemos lamentando a nossa idade, talvez através da cultura Soul conseguiríamos acabar com a dor das pessoas e um pouco da violência.

Bagala - Quanto tempo de ensaio antes de cada apresentação?
Sir Walter Soul - Bom, as pessoas que acompanham o MOVIMENTO SOUL BH não ensaiam. Nossa dança e uma coisa de sentimento, emoção e de entrega a musica e a dança, pois quando ouvimos a batida e a melodia só queremos dançar, kkk... 
Tá no sangue...  Assim são os eventos do MOVIMENTO SOUL BH.
Para as apresentações oficiais, criei o GRUPO ESCOLA DO SOUL “Eu Soul Favela” grupo que esta ligado ao movimento soul bh mas que já segue regras, tem ensaio esporádicos e aberto ao público mas tem regras para se integrar a ele.

Bagala - São 10 anos de estrada, qual o fato mais marcante que já lhe aconteceu durante uma apresentação?
Sir Walter Soul - Para mim e a satisfação de pessoas idosas e crianças que ficam felizes ao participarem e interagirem com a gente. Kkkk... As vezes somos ate mais crianças que eles kkkk... Também de  ver pessoas deficientes dançando com a gente se interagindo mostrando que para eles não a limites...

Bagala - Os dançarinos que se apresentam com o Movimento Soul BH aprenderam a dançar na ESCOLA DO SOUL "Eu Soul Favela"?
Sir Walter Soul - Muitos dos dançarinos são das décadas de 70, 80 ou 90, outro foram se agregando ao movimento soul bh e aprendendo com nossos eventos e ocupações. O grupo escola do soul foi criado com o intuito de ensinar as pessoas a se apresentarem com mais organização, mesmos porquê os dois projetos ter funções parecidas e caminham sempre juntos.
Algumas ações são exclusivas de cada um, enquanto o movimento soul bh e um movimento popular aberto a todos que se identifique com ele o grupo escola do soul você tem que ser aceito para fazer parte dele. Esclarecendo alguns dos mais jovens aprenderam a dançar no grupo escola do soul, também informo que o grupo tem uma grade rotatividade de pessoas.

Bagala -
Como fazer parte da Escola do Soul?
Sir Walter Soul - Fácil e só ter vontade, querer ap
render, ser responsável, comparecer aos ensaios marcados e seguir as normas do grupo.

Bagala - Um Movimento de Cultura de Rua, lida com pobres e negros na sua maioria. Como vocês enfrentam o preconceito?
Sir Walter Soul
- Bom, o tempo que estou a frente deste movimento praticamente quase não percebi ou sofri preconceitos das pessoas. Tem pessoas que não vão por medo e não saber como funciona, só isso.
Mas para mim o que mais nos transmitem este preconceito e o poder publico, quando digo isso eu ne refiro à Prefeitura, ao Governo do Estado, ao Governo Federal e Ministério Público estes são os que mais nos trata como lixo, não nos apoiam, estão sempre dificultando e proibido nossas ações culturais em espaços públicos e particulares, mesmo com a aceitabilidade da população.

Bagala - Você acredita que a socialização que o Movimento promove pode resgatar a dignidade e autoestima dos pobres e dos negros?
Sir Walter Soul - Lógico, nossa ideia e sociocultural! Acreditamos na educação e sociabilização das pessoas negras, pobres, das periferias e idosas.  Fazemos pouco, mas já é gratificante pois não temos PATROCÍNIO e ai fica muito difícil nossas ações que são muitas, e para cada ação gastamos no mínimo 700 reais e são as vezes ate três ou mais ações mensais, e este custo e do meu bolso e de meu colega.

Bagala - Na década de 70 existia o medo de que os negros se organizassem e quisessem reivindicar seus direitos, isso por causa da grande movimentação que ocorria através do samba-rock. (Bagala – Ago/2017, caderno Saberes – A história do samba-rock) Você acredita que pode acontecer algo semelhante agora com o Movimento Soul BH?
Sir Walter Soul - Acho muito difícil, pois na década de 70 e 80 as pessoas tinham mais informações, tantos nas escolas como de seus pais, hoje em dia o ensino e de má qualidade e os jovens não criam e nem tem visão e capacidade de ver o buraco que o Brasil está se afundando. Cada um só pensa em se beneficiar, não há a coletividade entre os grupos de negros e pobres, não tem mais líderes e ninguém mais segue as pessoas certas.
Meu maior sonho e fazer a diferença para as pessoas mas e muito difícil pois nos negros e pobres não aceitam ser organizados e assim estamos fadados a ser escravizados pelos sistemas e pelas grandes empresas.
Mas ainda tenho esperança neste povo, kkkk....

Bagala - O Movimento Soul BH e a Escola de Soul realizaram todos seus sonhos profissionais ou você almeja mais realizações? Quais?
Sir Walter Soul - O movimento Soul bh e a Escola do Soul não realizam meus sonhos profissionais, mas sim os meus como pessoa humana, sentimental e com sonho de um Brasil melhor para todos sem exclusão social, educacional, cultural, religiosa, principalmente para os pobres e negros.
Meu sonho e poder ajudar as pessoas, mas para isso eu tinha que ter condições e um pouco de poder kkkk...  Já até pensei em ir para a política mas o povo não vota em pobre e negro e eu sou as duas coisas, kkkk...
Eu tenho certeza que seria um político do povo, e não um corrupto.

Bagala - Fique à vontade para divulgar sua agenda de shows e a escola de soul.
Sir Walter Soul - Em setembro:
Dia 03 de setembro as 15:30hs na praça setembro
Dia 07 de Setembro as 18ha no museu de Minas Praça da Liberdade
Dia 17 de setembro no Parque Municipal as 10 hs

Bagala  - Muito obrigada! Gostaria que você deixasse uma mensagem para meus leitores.
Sir Walter Soul - Meu nome e Walter Pinheiro e para as pessoas eu não represento nada e nem sou ninguém, mas de uma coisa eu sei nos podemos fazer mais um pelo outro a partir da harmonia da dança e da música.

Bagala - Para finalizar: O que a dança representa na sua vida?
Sir Walter Soul - Liberdade, sentimento, amor, alma e revolução cultural e educacional que pode mudar o mundo para melhor.

Walter adorei a entrevista e quando estiver por BH com certeza vou aparecer nas suas apresentações. Adorei seu trabalho e creio que se o Governo investisse em movimentos populares haveria menos violência no país.
Nossos canais sempre estarão abertos para divulgar seu trabalho. Muito Obrigada!
Negrais.G
www.bagala.com.br

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Ano 01 - Número 04 -  Agosto de 2017
Fernando Bolacha
Projeto "Das ruas para o Ringue"
Esse mês entrevistei o pugilista Fernando Menoncello, mais conhecido como  Fernando Bolacha que além de excelente atleta, investe no seu projeto "das ruas para ringue" que cuida, da orientação e induz ao esporte crianças e jovens que vivem em ambientes de rua.

Bolacha agradeço a oportunidade da entrevista, obrigada!
Podemos começar? Então, vamos lá? ...

Bagala - Você foi morador de rua, e a gente tem uma leve ideia das dificuldades que teve que enfrentar nessa fase, mas foi boxe que te deu uma nova oportunidade?
Bolacha - Sim quando eu me reencontrei com o boxe me apeguei com essa segunda chance que Deus me deu e foi o que tirou da rua.

Bagala - Qual a diferença do Fernando de antes e do Fernando de depois do boxe?
Bolacha - Muita diferença, eu era um cara maluco cheio de ideias confusas e sem metas. Hoje sou cara centrado, focado, determinado com muitas realizações e muitos planos futuros.

Bagala - Quem foi seu maior incentivador no esporte?
Bolacha - Meu avô, Estephano Menoncello Neto e meu pai Edélcio Menoncello.

Bagala - O que o pugilismo trouxe de bom para sua vida?
Bolacha - Minha vida de volta, muitos títulos, muitas realizações e meu maior sonho que hoje eu realizo meu projeto social.

Bagala - Você ainda tem sonhos para si dentro de um ringue?
Bolacha - Eu tive uma lesão no quarto nervo troclear do olho direito que deu uma interrompida na minha carreira. Operei o ano passado e estou esperando novos resultados de exames para ver se eu posso voltar.

Bagala - Quais foram seus melhores resultados no boxe?
Bolacha - Fui campeão do torneio Rogério Lobo, campeão do torneio Kid Jofre, campeão de umas das edições da virada esportiva, depois estreei no boxe profissional com uma bela vitória com nocaute no terceiro round.

Bagala - Em 2014 você representando a CUFA e o Brasil em 5 países, ficou em 2º lugar, no Desafio Gillette/PMG. Foi uma prova diferente? Você pode nos falar como foi e quais foram suas emoções no momento?
Bolacha - Foi uma prova diferente sim, pois eu fiquei sabendo desse evento um mês antes disso acontecer, fui ganhando as etapas brasileiras e tive apenas 9 dias de treino para etapa internacional, mas foi sensacional pois para bater o Record tinha que estar pendurado numa ponte, algo totalmente diferente do que eu já fiz.

Bagala - Quais são os objetivos do Projeto das Ruas para o Ringue”?
Bolacha - O objetivo do projeto sócio esportivo é encaminhar crianças e adolescentes para serem cidadãos melhores e grandes atletas não só dos ringues mas sim da vida.

Bagala - O que ainda falta nesse projeto? Como as pessoas podem colaborar?
Bolacha - Hoje graças a Deus e muito trabalho e ajuda dos amigos temos uma boa estrutura mas ainda há algumas necessidades como emendas governamentais pois somos um projeto sério, constituímos uma associação e todos aqueles que trabalham lá trabalham gratuitamente, como eu treinador de boxe, Wellington Alves como preparados físico, Paola e Amanda as psicólogas e a Dra. Débora Nascimento advogada, a nutricionista Camila Almeida. Todos pagam do próprio bolso para se atualizarem e se especializarem para atendimento do nosso projeto. E ainda não possuímos um convênio com órgãos públicos. Fazemos o papel que o estado deveria fazer, pois cultura, esporte e lazer é um direito da criança e do adolescente. Necessitamos mesmo de mais atenção do Estado para projetos sociais sérios. Começamos há 2 anos esse trabalho do nada e hoje somos considerados umas das melhores equipes de boxe do estado de São Paulo. E se enganam aqueles que acham que só praticamos boxe aqui, praticamos muito mais que isso, praticamos a cidadania.

Bagala - Muitas pessoas ainda acreditam que o boxe é luta e não esporte. Você acha que o preconceito atrapalha o seu projeto?
Bolacha - Nunca! Pois o boxe ressocializa, disciplina, traz metas para crianças e adolescentes que  nunca poderiam sonhar em ser campeão. Lutar é viver nesse país de hipocrisia e falar pra um garoto o que ele não pode treinar,  porque tem de trabalhar  8 horas do dia..... é cruel . Aqui ensinando e disciplinando a mente e corpo deles, ensinando que ele pode chegar aonde ele quiser.

Bagala - O seu Projeto das Ruas para o Ringue já deu frutos. Fale-nos um pouco sobre esses resultados.
Bolacha - No primeiro ano fizemos 3 campeões infantis da taça galo de ouro, Gabriel Baltazar, Thiago Menezes e Fabrízio Tancredi, 1 campeão paulista da FEBESP Fabrízio Tancredi e um vice-brasileiro Fabrízio Tancredi. Nesse segundo ano até agora já fizemos 2 campeões paulista um masculino Denilson Santana e feminino Isabella Gomes. E veja que estamos falando de crianças de 13 a 16 anos, e ainda temos grandes promessas a serem reveladas ainda esse ano, como Davi Porto e Claudir Neto.

Bagala - Como você prepara esses jovens? Você também fala com eles para que não se aproximem das drogas?
Bolacha -  A preparação dos jovens é feita com muita disciplina e com 14 treinos semanais sendo de 1h cada treino e também 2 horas semanais de acompanhamento psicológico com a psicóloga Paola Oliveira
Lá eu tenho a liberdade de falar com eles sobre todos os assuntos principalmente sobre os riscos de fazer uso de drogas, pois eles têm a minha história de que só há um caminho com as drogas que é o fracasso.

Bagala - Como você ensina eles lidarem com o sucesso e com o fracasso?
Bolacha - Sobre o sucesso e fracasso eles têm bem claro que o boxe é um esporte competitivo onde só há um vencedor e que nessa idade as derrotas vão aparecer mais sempre deixando algo para ser corrigido. E o que importa não é ganhar ou perder e sim fazer o seu melhor. 


Bagala - Deixe uma mensagem para os leitores da Bagala.
Bolacha - Se você quer que uma criança fique fora do ambiente de rua, drogas e promiscuidades, tem que adapta-la ao ambiente esportivo, pois o esporte transforma, salva e disciplina. Somos um projeto aberto a todas as idades e será um prazer receber os leitores da Bagala no nosso espaço. O boxe transformou a minha vida e pode transformar muitas outras.

No dia 23/07 tivemos uma grande festa na praça da Igreja da Matriz da Nossa Senhora do Ó, começou às 13 hs com grandes shows e grandes combates  de rima e às 19hs o boxe, com as melhores equipes do Brasil.
Abaixo fotos do evento, ao lado o cartaz.
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ANO 01 - NÚMERO 03 - JULHO DE 2017
Esse mês tive a ousadia de entrevistar o  escritor Alessandro Buzoe a jornalista Esmeralda do Carmo Ortiz,  e para minha sorte encontrei pessoas simples que acolheram com carinho a minha proposta. 
O resultado desse bate papo, vocês conferem logo abaixo.
Muito obrigada Alessandro Buzo e Esmeralda Ortiz vocês são geniais e que DEUS continue abençoando a caminhada de vocês.

Escritor, Poeta, Apresentador, Cineasta esse é Alessandro Buzo, conhecido também como Suburbano Convicto um cara que enxerga na periferia o que muita gente faz questão de não ver.

Bagala
-Suburbano Convicto e o Alessandro Buzo são a mesma pessoa ou o Suburbano é um personagem que foi criado pelo Alessandro?
Alessandro Buzo: O Buzo é o Suburbano Convicto, mas todos que promovem algum tipo de ação cultural ou social, podem se autodenominar um Suburbano Convicto.
Sou nascido e criado no Itaim Paulista, tem uma poesia que cito o bairro e finalizo: - Gosto tanto do lugar, que costumam me chamar, de Suburbano Convicto.

Bagala - Sua carreira iniciou-se como escritor em 2000, com o livro O Trem – Baseado em Fatos Reais. Esse livro foi um grito de socorro?
Buzo: Sim, o trem estava horrível, chovia e pingava na gente dentro, superlotado, buracos tapados de maderite, ai vi uma vez que incendiaram os trens e só piorou pra gente, então escrevi um texto "Ferrovia Nua e Crua", mandei pra Ouvidoria da CPTM, ninguém respondeu, pra mídia impressa, também sem resposta. Então, tirei 50 cópias e distribui pro povo que pegava o trem comigo, no mesmo vagão. Dia seguinte alguém falou: - Porque você não escreve um livro do trem ? Então escrevi, mas não fazia ideia de como lançar, acabou rolando independente, a empresa que eu trabalhava vendendo alimento pra restaurante, arcou com um terço do valor de 500 exemplares. Mas foi uma luta e depois, não tinha essa cena de saraus, tive que me virar pra divulgar, vender.

Bagala - Quando o seu primeiro livro esgotou você não quis fazer outra edição. Isso o torna uma raridade nas mãos de quem o possui. Certo?
Buzo:  Sim, só foram 500 livros, que tem guarde, é raro.

Bagala - Mas você reescreveu O Trem com outro subtítulo O Trem – Contestando a Versão Original. O seu amadurecimento profissional fez você achar o primeiro livro insuficiente?
Buzo: Depois do primeiro livro em 2000, só lancei outro (Suburbano Convicto - O Cotidiano do Itaim Paulista), em 2004. Ai não tinha mais livro do trem e começaram a pedir, não quis fazer uma segunda edição, preferi reescrever, porque já havia se passado 5 anos e continuava tudo ruim, então fui mais contestador, peguei mais pesado pro lado da CPTM, o primeiro era mais romântico.

Bagala - No livro Guerreira, houve uma inspiração em alguma mulher em especial?
Buzo: O livro Guerreira é 100% ficção.

Bagala - Em 2009, com o filme Profissão MC você deixou claro para a sociedade a falta de oportunidade que existe nas periferias. Me fale sobre como foi dirigir esse filme ?
Buzo: As faltas de oportunidade continua até hoje, ainda mais agora com esse governo golpista.Sobre o filme, o que eu mais queria era provar que era possível um periférico fazer cinema, mesmo no caso, sem dinheiro, ai volta a falta de oportunidade, desde 2010 que fiquei tentando arrumar grana pra um novo filme e não consegui, tentei Rumos do Itaú Cultural e outros editais, e nada. Agora em 2017 filmei meu segundo filme, o longa: Fui !, saibam mais em: www.filmefui.blogspot.com , está em fase de edição, quero lançar esse ano, mas de novo sem dinheiro, precisa ver se vou conseguir finalizar.

Bagala
- E da aceitação do público, com o Profissão Mc ?
Buzo: Foi sensacional, o filme até hoje (quase 8 anos depois) ainda repercute, é exibido e as pessoas comentam. O filme foi lançado no Cine Olido, 5/10/2009, depois disso teve em salas como Cine Odeon no Rio de Janeiro, Festival de Gramado onde ganhamos uma medalha chamada Galgo Alado. Passou em cine clubes, cadeias, fundações casa, escolas e todo tipo de sala e tela. Fora o Youtube, tinha 800 mil acessos no nome de alguém que não era eu, dai descobri quem era e deixei rolar, pela quantidade de visualizações, mas depois saiu do ar, não sei se alguém pediu pra tirar, ou o cara que tinha colocado que decidiu tirar. Depois postei no meu CANAL, mas tem pouca visualizações: www.youtube.com.br/alessandrobuzo

Bagala - Em outubro de 2011, você passou a trabalhar na rede globo colaborando com Jornal SPTV 1ª edição no quadro "SP Cultura", sobre a cultura da periferia paulistana. E ai, como foi a aceitação da comunidade?
Buzo: Foi ótima, parte da periferia tem restrições à Globo, mas não sofri pressão quanto a isso, porque o conteúdo que eu mostrava, agradava a todos, quem era da periferia se sentia representado e quem não era gostava de ver que tinha (e tem), tanta coisa bacana. Em 3 anos foram 147 quadros exibidos e me orgulho de ter mostrado isso na grande audiência do SPTV.

Bagala - Existe uma pretensão de voltar ao cenário da política ou houve uma desilusão com sua candidatura a vereador em 2016?
Buzo: Em São Paulo certamente não irei concorrer de novo, foi muito baixo o apoio do Hip Hop e da cena dos saraus, se conta no dedo quem chegou junto, eu pensei que ia representar a classe artística periférica e descobri que eles não estão interessados em ter um representante. Tive 1.023 votos, esperava pelo menos 5 mil votos e quem sabe conseguir 20 mil que precisava pra me eleger, mas não tive espaço no horário eleitoral e como disse, a cena cultural não somou, então ficou abaixo.
Há 2 anos moro em São Sebastião no Litoral Norte, se fosse me candidatar seria por lá, mas acho improvável. Prefiro seguir fazendo a minha parte, na cultura, literatura, cinema.

Bagala - A livraria Suburbano Convicto completou esse ano, 10 anos com baixo poder de venda. Por que e tão difícil vender cultura no Brasil?
Buzo: Olha só, as vendas estão super abaixo do esperado, pra um espaço que já existe a 10 anos, não estamos mais abrindo de segunda à sexta faz um tempo, só nos dias de eventos, como o Sarau Suburbano, mas tem vez que não vende um só livro, só vende cerveja, pouca também. Se fosse só pela questão financeira, já teria fechado as portas, mas, tem o lance de ser a única do país especializada em Literatura Marginal, fechar seria não ter uma livraria nossa, com nossos livros. Fora que tenho um carinho grande por ela e também é meu escritório em São Paulo, quando estou na cidade.

Bagala - Deixe um recado para galera que vai ler essa matéria e aproveite para falar das suas atividades na única livraria que teve a coragem de ter livros de escritores periféricos nas suas prateleiras.
Buzo: Não deixe ninguém dizer que não é possível, mesmo quando parecer que é.
Leia pelo menos um livro por mês, vai mudar pra melhor sua vida.
Abraço a todo leitores do BAGALA.
www.buzo10.blogspot.com
Conversa rápida com Esmeralda pelo celular, eu em casa e ela sentada num sofá de uma loja no centro na cidade de São Paulo. Franca, decidida, fala com firmeza coisas que muita gente tem medo de falar e o principal de tudo Esmeralda é simples e muito simpática.

Jornalista, Redatora, Escritora, Cantora e Compositora,
essa é Esmeralda do Carmo Ortiz  uma mulher guerreira que sabe o que quer na vida.


Aos 8 anos de idade cansada da violência doméstica dentro da sua casa, resolveu ir morar na rua.  Filha da pai viciado e mãe alcoólatra, tomou a decisão que mais lhe pareceu certo no momento e foi morar na Praça da Sé, em São Paulo. Sua mãe e seu tio tentaram em vão leva-la para casa de volta. Mas ela, decidida, foi em busca do seu destino.
Foi usuária de drogas até os 18 anos e passou por todos os caminhos que a droga leva uma pessoa. Mas, aos 18 anos teve ajuda de ONGs, foi internada, frequentou grupos anônimos e terapias que a ajudaram a largar o vício. Seu lema é um dia de cada vez.
Como sempre gostou de escrever, logo que voltou aos estudos já sabia o que queria e se tornou Jornalista. Durante toda sua vida escrevia: poemas, letras de samba que cantava na Praça da Sé para seus amigos.
Seu maior sonho é viver num Brasil mais igualitário, que respeite o ser humano, os idosos e natureza. Por que, segundo ela,  quem não respeita a natureza não respeita nada nem ninguém.
Há dois anos, pelo Selo Sesc gravou um CD de samba Guerreira e também escreveu dois livros:
•    Por que não dancei?
•    Diário de rua.
Esmeralda me falou que em breve teremos novidades, que está realizando outro sonho que é o de escreve livros infantis. Eu já imaginava que não poderia ser diferente, Esmeralda tem garra e vai longe, muito longe ainda.
Ela tem um filho de 12 anos que fala que tem a melhor mãe do mundo, que lhe é muito grato por ela ser a mãe que é.
Esmeralda mostrou para o mundo que tudo pode mudar sempre, basta ter força de vontade.
Infelizmente, atualmente está desempregada e em busca de um emprego. Esmeralda é palestrante e cantora para contrata-la entre contato pelo Facebook. https://www.facebook.com/esmeralda.docarmoortiz
Esmeralda foi extremamente atenciosa e simpática e falar com ela é delicioso.
Obrigada! Negrais.G  - www.bagala.com.br

ANO 01 - NÚMERO 02 - JUNHO DE 2017
Empreendedorismo

“Empreendedor é aquele que toma a iniciativa de empreender, de ter um negócio próprio. É aquele que sabe identificar as oportunidades e transformá-las em uma organização lucrativa. O empreendedor é aquele indivíduo que é criativo, inovador, arrojado, que estabelece estratégias que vão delinear seu futuro.” – Sebrae
O empreendedor precisa conhecer o mercado em que vai atuar, buscar novas oportunidades e se antecipar às ameaças. Ser seu próprio patrão é um sonho que muitos brasileiros têm, mas sem um planejamento adequado esse sonho pode se tornar um pesadelo.
Além disso, é preciso cuidar da formalização do negócio para poder emitir notas fiscais e recolher impostos. Visando facilitar o registro de empreendimentos pequenos e, em sua maioria informal, desde julho de 2009 existe no Brasil o Microempreendedor Individual (MEI ou EI), que faz parte da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. O MEI permite que manicures, costureiras, pintores, mecânicos, feirantes e outros profissionais possam se formalizar.
Com CNPJ e cobertura previdenciária, os horizontes se abrem para o empreendedor que quer crescer. O que começa como um pequeno negócio pode virar uma média ou grande empresa no futuro. Tudo começa com a formalização e o direito de exercer a profissão e a cidadania de acordo com as leis do país.
Existem vários tipos de empreendedores:
  1. Empreendedor que aprende – Essa pessoa se torna empreendedor quando vê uma oportunidade, se entusiasma, estuda minuciosamente o caso e só assume a oportunidade se não houver risco algum.
  2. Empreendedor serial – Podemos dizer que esse cria negócios para outras pessoas, pois ele abre um negócio e quando começa a dar lucros ele vende, abre outro negócio e quando começa a dar lucros ele novamente vende, assim as vendas são partes do seu negócio e ele vive nesse círculo de negócios e vendas.
  3. Empreendedor corporativo – São grandes executivos que trabalham dentro de grandes empresas, excelentes negociadores que conseguem executar seu trabalho num ambiente onde não tem total liberdade para agirem.
  4.  Empreendedor social – Seu grande foco e a inovação em prol do social, da comunidade e não focam muito no lucro financeiro.
  5. Empreendedor por necessidade – Normalmente entram nesse ramo por grande necessidade de sustentar seus familiares, são totalmente despreparados, sem conhecimento dos verdadeiros riscos e totalmente expostos ao fracasso.
  6.  Empreendedor herdeiro - O empreendedor herdeiro é motivado desde cedo a empreender. Ele tem a missão de continuar o legado da família, administrando a empresa e os recursos nela envolvidos a fim de que o empreendimento se sustente por mais tempo.
  7. Empreendedor normal - O empreendedor normal (planejado) é aquele que busca capacitar-se, preocupando-se com os próximos passos da organização, minimizando os riscos, que possui clara visão do futuro e de suas metas para a organização. O planejamento aumenta a capacidade do negócio ser bem sucedido. Logo, o empreendedor normal seria o mais completo e uma referência a ser seguida, mas que não representa uma quantidade expressiva de empreendedores na prática.
  8. Empreendedor nato – Pessoas que trabalham desde cedo, com poucas condições e acabam abrindo negócios de grande sucesso.
Seis  motivos para você ser um empreendedor:

  1.  Porque ter a oportunidade de trabalhar funcionários/amigos é gratificante.
  2. Porque erguer as mangas e lidar de igual com a concorrência e uma vitória pessoal.
  3. Porque criar uma empresa de sucesso é uma ótima história para contar para nossos filhos e netos.
  4. Porque a independência e a liberdade fazem uma pessoa verdadeiramente feliz.
  5.  Porque você consegue controlar seu destino profissional.
  6.  Porque é muito bom ganhar dinheiro fazendo o que gosta.
Todos podem se tornar um empreendedor, as únicas exigências são: uma ideia para um negócio e muita garra para trabalhar.Sua ideia pode ser:
  •  Algo totalmente novo ou uma invenção que resolva dificuldades.   
  • Mudar uma ideia já existente desde de que não viole quaisquer patentes, marcas registradas, direitos autorais.
  • Um conceito existente servido para um novo mercado.
  •  Ou algo comum, como por exemplo abrir uma loja.

Fonte:
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Empreendedorismo
 www.sebrae.com.br
 http://jovemempresario.com
 http://www.brasil.gov.br

Walkiria Menezes
 Formada em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Todo o seu trabalho é artístico e de criação própria, seus leques são pintados à mão e exclusivos.
Walkriarte Ateliê
 (Arte que vai das telas ao leque, com inspirações do universo cigano, flamenco, África, Paris, Portugal dentre outros)
www.walkriarte.com.br
www.facebook.com/walkriarte
walkriarte@yahoo.com

(Bagala)Qual o maior medo que você teve ao tentar caminhar com as próprias pernas?
Walkiria - O medo de perder tempo e dinheiro. Na mentalidade normal, trocar um “certo” pelo duvidoso (duvidoso no sentido de saber se ia dar certo).
A ideia inicial era montar uma loja para as vendas e divulgação de meus trabalhos artísticos, de óleo sobre tela, mas como sou uma eterna apaixonada tanto pelas Artes Plásticas quanto pela dança (pois eu também me dedico a essa arte, especificamente as danças cigana e flamenca) e como as bailarinas utilizam o leque como um dos acessórios de dança, senti a necessidade de criar algo diferente e porque não passar minha arte das telas também para os leques? Foi assim que surgiu a linha de leques Abanicando ®, com inspirações do universo cigano e flamenco, bem como tantasoutras inspirações que vão surgindo aqui e ali na minha cabeça! E é sempre uma satisfação poder compartilhar minha arte com essas amantes da dança, ou simplesmente com quem deseja ficar mais charmosa e espantar o calor!

 (Bagala)
Em busca do sucesso profissional, você costuma ser muito autocritico?
Walkiria - Sim, sempre fui autocrítica.

(Bagala) Com qual tipo de empreendedor você se identifica ou você se considera uma mistura de todos eles? Porque?
Walkiria - Me identifico com o empreendedor que aprende. Sempre trabalhei registrada e para tomar essa iniciativa demorei um pouquinho. Primeiro surgiu a ideia e a animação, pensei: “Porque não trabalho com o que amo fazer e com o que sou formada?  Porque preciso trabalhar como sempre trabalhei, com algo que não combina com minha personalidade?”  Foi ai que fui amadurecendo a ideia, fiz pesquisa, criei nome da marca, logotipo, site, produtos, propaganda etc.

 (Bagala) Por que ser empreendedora?
Walkiria - Porque é muito bom trabalhar com o que se ama fazer!
Porque você faz seu horário.
Porque você é seu chefe!
Porque ver o resultado do trabalho concluído, fazendo as pessoas felizes, não tem preço!

Elis Ramos
 Formada em Pedagogia pela Universidade Anhanguera, Moda pela FAAP. Outros cursos: Consultora de Imagem e estilo Pessoal Senac, Reiki – SENAC, Aromaterapia Linguagem do Corpo - Andrea Darco (IBRA), Psicoaromaterapia - Dinâmicas Mentais e Emocionais através do Corpo - Andrea Darco (IBRA), Teoria e Pratica do Crescimento Real - Carmen Shanghai.
Terapeuta Integrativo e Complementa
Tel. 11. 99831-5884
elisramosterapias@yahoo.com
Insta: @elisramosterapias
Atendimentos - Rua Pedro de Toledo, 108 - ao lado do metrô Santa Cruz  São Paulo - SP

(Bagala) Qual o maior medo que você teve ao tentar caminhar com as próprias pernas?
Elis - O maior receio foi pensar como seria a aceitação dessa nova ideia e se os retornos pessoais e financeiros dariam conta de manter esse sonho. Considero a aceitação e entendimento do cliente sobre o produto oferecido fundamental para o sucesso pessoal e financeiro. Sou daquelas pessoas que não vendem o que não compraria. Ter a certeza de que “sim” eu compraria e utilizaria esse produto ou serviço aliviou muito esse receio.
Sou terapeuta e trabalho com:
- Utilização da Aromaterapia e do Reiki como terapia complementar para ajudar o indivíduo encontrar equilíbrio (físico, mental e emocional).
- Ajuda na busca de entendimento do propósito maior do ser, visão do indivíduo como ser único com desejos e experiências únicas.
- Consultoria Individualizada em residências e estabelecimentos comerciais para uso adequado da Aromaterapia.

(Bagala) Em busca do sucesso profissional, você costuma ser muito autocritico?
Elis - Sim, sou muito autocritica e analítica e isso me travou por muito tempo! Posso dizer que foi o maior ponto a ser superado. Mesmo sabendo que era hora de ir em frente, arrumava desculpas para adiar meu projeto, sempre com a sensação de que faltava algo, até que percebi que posso usar essa autocritica a meu favor, seguir adiante e continuar me aperfeiçoando a cada dia. Quando compreendemos que somos seres humanos em constante evolução e aprendizado e temos a certeza que estamos dando nosso melhor para que isso aconteça no sentimos mais encorajados a seguir em frente.

(Bagala) Com qual tipo de empreendedor você se identifica ou você se considera uma mistura de todos eles? Porque?
Elis - Com certeza Empreendedor Normal. Tudo foi muito planejado e o cuidado com a preparação e manutenção desse projeto tratados de forma muito séria.

(Bagala) Por que ser empreendedora?
Elis - Por ser muito conservadora nunca achei pudesse me tornar uma empreendedora, mas a necessidade de trabalhar com o que me faz bem e feliz de verdade me levou a esse caminho. Percebi que ser dona do meu negócio pode me dar a liberdade de atuar da forma que compreendo como sendo a melhor para mim e para meus clientes.

Vagner S. Oliveira
Formado em Ciências Contábil, pela UNINOVE
VSO Contábil
www.vsocontabilidade.com.br
vsocontabilidade@ig.com.br
Fones: (11) 3999-2244, 9.9102-3219
Av. Ministro Petrônio Portela, 1075 – Freguesia do Ó 
São Paulo - SP

(Bagala)Qual o maior medo que você teve ao tentar caminhar com as próprias pernas?
Vagner - O maior fator e medo é sempre a falta de conhecimento prático, as vezes temos a teoria, mas falta a experiência prática.

(Bagala)Em busca do sucesso profissional, você costuma ser muito autocritico?
Vagner - Sim, sempre buscando a perfeição, a qualidade e a satisfação do cliente e a minha como profissional para alcançar o sucesso desejado.

(Bagala)Com qual tipo de empreendedor você se identifica ou você se considera uma mistura de todos eles? Porque?
Vagner - Eu sou meio camaleão me adapto a qualquer tipo de situação, mas sempre focado em atingir meus objetivos profissionais.

(Bagala)Por que ser empreendedor?
Vagner - Em primeiro lugar gosto de desafios, não tenho perfil de trabalhador CLT que sempre faz a mesma coisa, na minha profissão tenho uma rotina, mas posso incluir uma visita ao cliente ou mudar o habito da rotina diária.

"Não há nada como o sonho para criar o futuro.
Utopia hoje, carne e osso amanhã."
Victor Hugo

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ANO 01 - NÚMERO 01 - MAIO DE 2017
    Boa tarde, Mônica! Obrigada por aceitar participar da primeira entrevista do Caderno Conversação da Revista BAGALA.

    Bagala -Que você apaixonada por futebol, todos que a conhecem já sabem, mas como nasceu essa paixão?
    MÕNICA - Minha primeira lembrança em relação ao futebol, foi com a conquista do campeonato paulista em 1977, lembro que meus pais saíram em carreata com a vitória do Corinthians pelas ruas do bairro em que morávamos. As ruas estavam tomadas de torcedores numa alegria e paixão. Foi uma das cenas que mais me marcaram na minha infância relacionada a futebol.

    Bagala - Pelas fotos dá para saber que seu time é o Corinthians. Por que o timão e não outro time qualquer?
    MÔNICA - Minha família desde avós são corintianos, está no DNA.

    Bagala - A sociedade ou futebol, quem é mais preconceituoso quando uma mulher veste uma camisa de time e vai para a arquibancada?
    MÔNICA - Não encontro preconceito de nenhum dos dois em relação a frequentar a arquibancada.

    Bagala - Mônica, como você acredita que as mulheres são vistas no meio de um esporte ainda tão masculino? O que falta para esse esporte ser mais democrático?
    MÔNICA - Falta a criação de mais times e  campeonatos femininos.

    Bagala - Você é formada em direito, acredita que se fosse formada em algo que te deixasse mais perto do futebol seria mais feliz?Já havia pensado sobre isso?
    MÔNICA - Talvez sim. Já pensei em ser  repórter esportiva estaria vivendo mais essa paixão

    Bagala - Como é ver uma final do seu time, na arquibancada, quando ele ganha?
    MÔNICA - Sensacional. É a consagração da sua paixão.

    Bagala - Você chorou quando finalmente o Corinthians ganhou a libertadores em 2012?
    MÔNICA - Não. Estava tomada pela alegria e êxtase. Foi uma imensa satisfação.

    Bagala - Qual o jogo mais emocionante que você viu do Corinthians?Aquele que você torceu, gritou, chorou e saiu do estádio eufórica, cheia de emoções.
    MÔNICA - Normalmente todos os jogos na qual a vitória é sofrida, aquela que vem nos últimos​ minutos de jogo.  Mas sem dúvida, a conquista da Libertadores foi um dos jogos mais emocionante na vida de todo corintiano.

    Bagala - O que você acha da Arena Corinthians, que foi tão duramente criticada?
    MÔNICA - A arena é a casa dos​ torcedores, é onde se reúnem as  famílias de todas as gerações e também os amigos e apaixonados pelo Corinthians. Um dos meus programas favoritos é ir assistir aos jogos do Corinthians na Arena.

    Bagala - Para finalizar nosso jogo rápido: menina brinca de.......
    MÔNICA - Do que ela quiser, desde que seja feliz.

    Mônica Lyra é   Bacharel em Direito  formada pela Universidade São Francisco e atualmente trabalha na  Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo.

Esporte é saúde e jamais violência.
Nos estádios deveria ter espaço só para um bom futebol e para torcidas que produzem um espetáculo a parte.

"A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta,
é sempre uma derrota."

Jean-Paul Sartre

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